Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 15 de Dezembro de 2017

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Drones: tecnologia, precisão e diversão

, 5 de agosto de 2017 às 9h30

Os drones estão cada vez mais populares. Se no século passado o uso desse veículo não tripulado era de uso restrito dos serviços de inteligência militar, agora estão disponíveis a qualquer um que disponha de orçamento para aquisição.

A finalidade é diversa. Pode servir de ferramenta para captação de imagens aéreas em 360 graus – o que antes só era possível a bordo de helicópteros e aviões –; competição como a Drone Racing League (campeonato televisionado pela ESPN já realizado em Dubai, nos EUA e agora chega ao Brasil), com direito a mergulhos, rasantes e show de luzes; entretenimento, como um carrinho de controle remoto que voa; e acreditem: em certos locais do mundo, como na Inglaterra, já estão fazendo entrega de pizza.

O custo varia de acordo com a finalidade e tecnologia oferecida. Para fotografias e filmagens de boa qualidade, por exemplo, o investimento parte de R$ 5 mil se adquirido no Brasil. Mas há drones mais baratos, com custo inferior a R$ 500.

Lembrando que para pilotar um drone é necessário estar regularizado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), registro de rádio frequência na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e solicitações de autorização de voos no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), além de respeitar várias regras e recomendações.

Proprietário de um drone há um ano, Ismael Schmitz, 31 anos, da Tax Imagens Aéreas, busca manter-se atualizado quanto ao tutorial de operação e software para constante inovação no trabalho. “O manuseio não é tão simples. Apesar da rota ser corrigida por mais de 15 satélites, existirem sensores de obstáculos, dispositivos e rastreadores para minimizar imprevistos, sempre é necessária cautela, pois como qualquer outro eletrônico, o drone é suscetível a falhas operacionais. E o investimento é alto para ser perdido, além da questão da segurança das pessoas”, pondera.

Os drones comerciais são capazes de voar até cinco quilômetros de distância e 500 metros de altura, mas regras disciplinam o uso, por questões de segurança e invasão de privacidade. As baterias têm em torno de 25 minutos de autonomia. A velocidade passa de 70 quilômetros por hora. Já o custo de filmagem varia de acordo com o serviço e produção envolvida. Não há um indexador de mercado.

Na região sul os campeonatos de corrida e outros desafios com drone devem estar em alta até o verão, inicialmente em cidades turísticas, aproveitando a estrutura de empreendimentos já existentes. Já existem campeonatos amadores no interior do RS, como na cidade de Marau. A velocidade desses modelos ultrapassa 150 km/h, e geralmente são monitorados com óculos com visão em primeira pessoa.

Futuro – A evolução mais provável é que os drones se tornem cada vez menores, portáteis e mais discretos. Já há pesquisas com microdrones, parecidos com mariposas, beija-flores e outras criaturinhas voadoras que, dessa forma, podem estar disfarçados a olhos vistos, além de drones aquáticos para gerar imagens em alto mar ou mesmo brincar com as crianças.

A grande preocupação dos mais conservadores é com uma futura Dronelândia, com um surto de pequenos robozinhos voadores (e nadadores!) se espalhando por todos os lados, gravando de tudo, sem que o próximo saiba ao menos de onde eles vem, de quem são e o que querem das pessoas.

Por daiane
Ismael Schmitz, 31 anos, morador de São Caetano, busca manter-se atualizado para explorar seu drone da melhor forma possível

Ismael Schmitz, 31 anos, morador de São Caetano, busca manter-se atualizado para explorar seu drone da melhor forma possível