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Condições da chaminé preocupam moradores

, 27 de agosto de 2017 às 10h00

Moradores do bairro Navegantes estão preocupados com as condições de conservação de uma chaminé na rua Dr. João Carlos Machado, bairro Navegantes, Arroio do Meio. Segundo eles, a construção oferece perigo às residências próximas e, principalmente, a pedestres que circulam pelo local em razão da estrutura que está se deteriorando.

A situação da chaminé, construída em um terreno que já abrigou o frigorífico Ardomé, a fábrica de balas Wallérius e parte da produção da Girando Sol, piorou na madrugada de domingo, quando um temporal desprendeu tijolos e evidenciou rachaduras existentes. Na rua e no pátio do imóvel, pedaços de tijolos que se desprenderam da estrutura apontam para o perigo de novas quedas. A haste de metal destinada a dar proteção ao local atraindo raios, juntamente com os fios, também veio ao chão com a ventania.

Com o objetivo de evitar acidentes, os moradores resolveram fazer um abaixo-assinado, cobrando providências dos proprietários e do Poder Público, o qual será encaminhado aos destinatários nos próximos dias. No documento eles solicitam uma vistoria e um laudo de um profissional da área atestando as condições da estrutura. “Algumas pessoas avaliaram a estrutura e constataram rachaduras internas. Porém são leigas. Estamos apreensivos quanto à situação”, fala um morador próximo que não quis se identificar.

Janete Terezinha Ferreira que mora próximo ao local, disse que na madrugada de domingo ouviu um estrondo, momento que vários eletrodomésticos foram danificados. “No outro dia percebi que vários tijolos haviam caído. Temo que outros caiam, ou mesmo parte da chaminé venha abaixo e danifique nossa residência. Esperamos que alguma providência seja tomada”, fala.

Com dias contados

O imóvel pertence à família Wallérius e está sob responsabilidade da Wallérius Empreendimentos, presidida por Gilberto Wallérius. Conforme Elemar Walérius, também proprietário do espaço, a chaminé será desmanchada, tão logo seja encontrada uma empresa que ofereça condições de realizar o trabalho. Ele revela que uma pesquisa de preços está sendo feita para a contratação. No entanto, explica que a preocupação maior gira em torno da segurança, tanto de moradores próximos, como de quem realizará o serviço, em razão do estado de conservação da chaminé construída em 1940 e que possui 36 metros de altura.

Elemar lembra que uma restauração na parte superior, mais precisamente na coroa da chaminé foi realizada há algum tempo. “A chaminé possui uma escada de metal na parte interna. Porém, não sei o estado de conservação dessa escada. Então não sei como será realizado o trabalho, se com o auxílio de andaimes ou se será implodida. A empresa contratada que poderá falar sobre isso”, observa.

Por daiane