Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 15 de Dezembro de 2017

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Geral

Rescisão entre empresa e funcionários está marcada para hoje à tarde

, 16 de junho de 2017 às 9h19

Está agendada para tarde de hoje, dia 16, às 13h30min, na sede Sindicato do Calçadistas, Sapateiros e Vestuários, de Arroio do Meio e Região, situada no bairro Bela Vista, uma reunião entre representantes da Adri Calçados e funcionárias, para tratar detalhes da rescisão contratual.

A proprietária do atelier que prestava serviços para Zenglein Calçados de Novo Hamburgo, Rejane Fahl, anunciou o encerramento das atividades em 30 de maio, após reunião geral com as colaboradoras. Todas ficaram surpresas e apreensivas, pois não havia sinais de dificuldades. “Voltamos das férias coletivas em 23 de maio, e até o último dia que trabalhamos havia bastante serviço”, detalha uma delas.

A empresa que completou 12 anos no fim do mês, até havia reformado o prédio onde estava instalada na rua José Arnold, em São Caetano. Até havia previsão de relocar as linhas de produção para o Condomínio Industrial e de Serviços, Coxilha Vermelha, onde foi contemplada com um lote, mas o contrato não chegou a ser assinado.

Rejane não atendeu as ligações da reportagem, mas informações repassadas pelo seu advogado ao Sindicato dos Sapateiros apontam que a empresa fechou por dificuldades financeiras.

A sugestão do sindicato às colaboradoras é a adesão coletiva à rescisão unilateral, para liberação do FGTS, seguro desemprego e parte dos atrasos. Estão pendentes o salário do mês de maio, indenização dos 30 dias de junho, percentual de férias e 13º salário, e os 40% da multa de rescisão.

O parcelamento dos atrasos e a incerteza do recebimento dos direitos trabalhistas preocupa parte das 42 funcionárias demitidas, que ameaçam a não assinar a rescisão. Porém, o diretor auxiliar do Sindicato, Günter Hofmeister, afirma que a reunião será exclusiva para as colaboradoras que vão aderir, as demais serão impedidas de participar, e ressalva: “é apenas para agilizar o processo. Após essa etapa, ainda haverá como cobrar os valores remanescentes judicialmente, se for o caso”, assegura.

Na ótica das representantes jurídicas das funcionárias, a situação não é tão preocupante como outras falências, pois a empresa não está em Recuperação Judicial. Além das 42 desligadas da empresa em 30 de maio, outras pessoas vão passar a assinar a rescisão assim que retornarem de licenças saúde.

Por daiane