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Saúde

De referência, genérico ou similar, qual você prefere?

, 14 de maio de 2017 às 10h00

Pode ser o genérico, que está com melhor preço? Você já deve ter ouvido essa pergunta em algum momento, por algum farmacêutico ou atendente de farmácia. Porém, grande parte dos usuários desconhecem a diferença entre medicamento de referência, genérico ou similar. Algumas pessoas não dispensam o medicamento de referência pela confiabilidade. Outros preferem os genéricos, ou até mesmo os similares por serem mais baratos.

Graduado em Farmácia, com ênfase em Bioquímica, pela Universidade Federal de Santa Maria, e com Licenciatura em Formação Pedagógica de Docentes, Especialização em Educação em Saúde, Mestrado e Doutorado em Microbiologia Agrícola e do Ambiente pela (UFRGS) o professor do curso de Farmácia da Univates, Dr. Luís César de Castro, explica que qualquer um dos três tipos de medicamentos pode apresentar riscos à saúde se não forem observados cuidados quanto ao uso e racionalidade.

Fala ainda que os genéricos possuem preço mais acessível que os medicamentos de referência porque a indústria que os produz não teve altos custos de pesquisa no seu desenvolvimento. Basta que estes sejam submetidos a testes de equivalência. Cita ainda que o medicamento genérico deve apresentar a mesma composição e apresentação ao seu medicamento de referência. “Existe ainda os medicamentos similares. Estes não são necessariamente, submetidos aos testes de bioequivalência acima mencionados. Entretanto, são produzidos por indústrias farmacêuticas que apresentam Boas Práticas de Fabricação (BPF), e apresentam a bioequivalência necessária”, explica.

Com indicação médica

Rondon Volnei Machado, de 55 anos, usa dois tipos de medicamentos contínuos em razão de problemas cardíacos e de pressão arterial. Ele prefere o genérico por ser mais barato. “Uso o genérico por que é a metade do preço. Porém, é o médico que indica as marcas de genérico que posso usar. Algumas ele não confia e prefere que eu não faça o uso”, enfatiza.

Da mesma opinião compartilha Cláudia Baioco, que prefere o genérico por ser mais em conta. Entretanto, revela que faz o uso desse tipo de medicamento somente com a indicação do profissional da saúde responsável. “Não confio em algumas marcas, pois já tive uma experiência negativa em relação ao genérico. Peguei o medicamento equivalente no Posto de Saúde para medicar meu filho, entretanto não teve o efeito desejado”, revelou.

50% das vendas são de genéricos

A farmacêutica de uma farmácia do centro de Arroio do Meio, Tiana Burgo, revela que os medicamentos genéricos são os mais vendidos no estabelecimento em que trabalha. Cerca de 10% a mais na comparação com o medicamento de referência. Atribui a procura ao preço que custa em média 20% a menos na relação com medicamento de referência.

O proprietário de outra farmácia do Centro, Odécio José Petter, conta que nos últimos anos o medicamento genérico ganhou ascensão em virtude do preço, bem abaixo se comparado com o de referência. Hoje 50% dos medicamentos vendidos em sua farmácia são genéricos. Observa que o medicamento genérico é submetido a testes de bioequivalência, que comprovam sua confiabilidade. Ressalta ainda que o genérico possui as mesmas propriedades dos medicamentos de referência. “As pessoas se sentem mais seguras por estar adquirindo um medicamento de qualidade, equivalente ao de referência. E o melhor, por um preço mais acessível”, enfatiza.

Saiba as diferenças

Medicamento de referência: resumidamente, pode ser definido como medicamento de marca registrada, cujo criador (indústria farmacêutica) investiu em pesquisa para sua criação e inserção no mercado. É também o detentor da patente temporário para exclusividade de uso. Por isso, normalmente são mais caros.

Medicamento genérico: é o medicamento que foi submetido a testes de bioequivalência, que comprovam que o mesmo é equivalente ao de referência e, portanto, oferece a mesma eficácia e segurança. Estes medicamentos apresentam registro de medicamento genérico junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é quem garante a sua equivalência aos de referência.

Medicamentos similares: Estes não são necessariamente, submetidos aos testes de bioequivalência acima mencionados. Entretanto, produzidos por indústrias farmacêuticas que apresentam Boas Práticas de Fabricação e apresentam a bioequivalência necessária.

Por daiane