Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 29 de Setembro de 2020

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Especialista afirma que pedágio é investimento

, 15 de abril de 2017 às 9h30

Foi realizado na manhã de segunda-feira, dia 10, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Arroio do Meio (Acisam) encontro que teve como tema a concessão de pedágios da BR-386. O café da manhã promovido pela Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) teve a presença do vice-presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Paulo Menzel, também voluntário da Agenda 2020. Representantes de entidades de classe, líderes e empresários de toda a região participaram da reunião.

De acordo com Menzel, o custo logístico vem crescendo no RS. Em 2005, era de 0,35%, já em 2016, pulou para 20,25%. É maior do que o custo brasileiro. “Cada gaúcho pagou em 2016 de custo logístico 20,25% do PIB, enquanto que em países desenvolvidos chega a 6%”.

Ele defendeu que o pedágio pode baixar o custo de transporte. Sem essa concessão, o Estado todo perde produtividade, tempo e competitividade. Lamentou que o Brasil produz e desperdiça muito na estrada, na fila do caminhão e pela falta de silos por exemplo. “Da porteira para fora até o porto perdemos, somente em soja, o equivalente ao consumo anual da Índia, porque não temos infraestrutura”.

Elogiou a mobilização local e estadual para a implantação de um plano de concessão que possa garantir o desenvolvimento e crescimento do RS com tarifas justas. E garantiu que as 10 melhores estradas do Brasil são pedagiadas.

Também fez o comparativo com investimentos estruturais feitos na China nas últimas três décadas, que abriu as portas para o mundo com seus portos, e internamente possui pedágios a cada 25 km.

Segundo o presidente da CIC VT, Ito José Lanius, o evento foi promovido para que a região possa acertar o máximo possível nas decisões sobre o edital. “Nós queremos alinhar as informações para que a Proposta de Manifestação de Interesses (PMI) da concessão da BR 386 seja a mais eficiente.”

A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, detalhou as negociações entre o grupo de trabalho formado para debater o edital com os técnicos do governo federal na próxima semana. Segundo ela, a comitiva regional sugeriu a diluição dos investimentos, com prioridade aos trechos urbanos com mais circulação ou com altos índices de acidentalidade. “A ideia é iniciar a duplicação do terceiro ao quinto ano, a começar com o trecho entre Lajeado e Marques de Souza.”

Menzel acredita que o RS está numa encruzilhada e precisa decidir se age ou se pede a retirada da BR 386 no plano de concessão. “O RS vive um momento histórico, pois temos a oportunidade de duplicar a BR 386, uma rodovia que existe há mais de meio século”.

De acordo com estudos preliminares o custo da tarifa gira em torno de R$ 6,83, na base de 0,11 centavos o quilômetro. A taxa de retorno prevista para os investidores é de 9,2%.

Por daiane