Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 17 de Setembro de 2019

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Tety Schnorr assume presidência interina do PDT

, 17 de dezembro de 2016 às 9h30

Arroio do Meio – Líderes locais, assessores parlamentares, militantes, simpatizantes e familiares estiveram reunidos na noite de segunda-feira – 12 do 12 – no hotel Moinhos da Luz, para uma avaliação crítica dos resultados das eleições de outubro e posicionamentos para reestruturação do PDT. O partido perdeu uma cadeira no Legislativo e a maioria dos correligionários perdeu a eleição para a majoritária.

Na ocasião o vice-presidente do diretório municipal Tety Schnorr anunciou que o presidente Paulo Backes pediu licença do partido para tratar da saúde e que irá presidir o partido de forma interina até abril de 2017 quando ocorrem as convenções. Tety ainda convidou a todos para prestigiarem a diplomação do vereador eleito Darci Hergessel e suplentes Adriana Meneghini Lermen e Aloísio Schwarzer, sugerindo que no mandato 2017-2020, o partido realize um rodízio na cadeira da Câmara, para oportunizar vez e voz aos demais participantes do pleito.

Na noite também foram filiados 15 membros, totalizando 60 no ano e mais de 400 no quadro do partido. São nomes novos e descontentes de outros partidos, tidos como importantes para lançar candidaturas em 2020.

Adriana agradeceu a oportunidade de poder concorrer, importante para experiência e construção dos propósitos da legenda, assim como a colaboração mútua dos correligionários. “Só não colocamos dois representantes na Câmara em função da legislação eleitoral. O resultado das urnas foi bom, se considerado a estrutura da campanha. Agora precisamos nos preparar para a nova caminhada, saber o que se quer do PDT, e fazer a diferença com postura, comportamento e ética para conquistar mais espaço. Temos um nome a zelar e um partido a proteger”, relaciona.

Darci apresentou estatísticas do partido em âmbito nacional, estadual, regional e local. “É o quinto maior do país e RS e um dos poucos sem ninguém envolvido em corrupção. É o único gaúcho dos 35 existentes no país […] no município elegemos nosso único prefeito em 1992 e de lá até 2016 sempre mantivemos dois vereadores na Câmara, e o segundo partido a conseguir reeleger um vereador mais votado na história do município. Tínhamos a possibilidade de até vencer a eleição se tivéssemos coligado candidatos à majoritária”, revela. Segundo Hergessel, os líderes precisam estar atentos para não serem seduzidos e neutralizados por adversários.

O assessor Jairo Pereira, representante dos deputados federal Afonso Motta e estadual Gerson Burmann, destacou a importância da participação feminina e a disponibilidade dos assessores parlamentares em solucionar demandas encaminhadas aos líderes. “Humanamente é impossível um deputado dar conta de tudo […] precisamos estar unidos aos nomes do PDT, tem espaço para todos”, defendeu.

Vitor Auler, assessor de Ênio Bacci, enalteceu a importância do trabalho da base e usou o exemplo de Teutônia, que lançou candidatura própria a prefeito que fez a representatividade da sigla crescer, sendo uma saída para a reestruturação. “Derrotas fazem parte. Fortalecem o partido. É preciso acreditar. Em Arroio do Meio o PDT chegou a lançar candidato próprio, mas por percalços na trajetória, não ocorreu”, comenta.

Paulo Berté, assessor de Gilmar Sossella, fez um alerta: “a queda na representatividade é séria, precisamos reagir para voltar a crescer ou estaremos condenados a uma derrota inevitável […]. A governabilidade é fundamental para a sobrevivência de um partido. Sem ela, a tarefa de manter um partido é árdua, por meio da defesa do bem comum, transparência e comprometimento. Precisamos manter a militância unida para não perder o vínculo, precisamos recuperar nosso espaço, pois temos muito a oferecer”.

Bruno Ratke, assessor de Pompeo de Mattos, já perdeu a reeleição de 2012 para a Prefeitura em Cerro Branco, e agora foi o vereador mais votado de quatro eleitos do partido, sendo que o prefeito adversário está preso. “As famílias estão unidas em busca de algo melhor […] a renovação do diretório dará mais força ao partido”.

O professor aposentado Paulo Alécio Weizenmann disse que desde que entrou no partido, em 2000, nunca mais venceu uma eleição mas mesmo assim se orgulha em ser militante. “Temos a bandeira mais bonita, a da educação. Quando no Brasil a bandidagem toma conta de todos os setores, em países que investiram na educação, como a Finlândia, os soldados foram dispensados e na Holanda presídios demolidos, pela falta de necessidade. De forma contrária, a não ser investir em educação, não adianta fazer nada. Os corruptos são verdadeiros assassinos que ao invés de investirem na saúde do povo, convertem recursos em riquezas pessoais. Somos o único partido idôneo e no município precisamos nos somar. A sociedade está esperando honestidade e está cansada de trovas”.

Por daiane