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Rockenbach sugere investimentos em habitação

, 26 de dezembro de 2016 às 12h48

O prefeito Ricardo Rockenbach vai deixar mais de R$ 1,3 milhão em caixa, recursos mais do que suficientes para o próximo gestor conduzir o município dentro da normalidade. “Gostaria de ter investido o valor em asfaltamento e conclusão do ginásio municipal, mas a Câmara entendeu que não”, revela.

No início do primeiro mandato, em 2009 e 2010, Rockenbach enfrentou dois grandes desafios: a economia estava fragilizada devido a falência da Calçados Majolo e a enxurrada de 2010 deixou sequelas na agricultura, setor responsável por 70% da arrecadação de impostos. Ambas as situações, por determinado período, consumiram uma atenção redobrada do setor público, além da retração da produtividade.

Superadas as questões, por meio da atração da Calçados Bottero e de investimentos na agricultura, o município conseguiu restabelecer a economia, conseguindo realizar bons programas de governo, por meio do apoio político necessário. Entre as conquistas: a ligação com a BR-386, a construção e a ampliação de Postos de Saúde, investimentos em praticamente todas as entidades comunitárias, telecomunicações, atendendo reivindicações da população e recentemente as obras de asfaltamento em Picada Felipe Essig, resultado de audiências públicas que defenderam obras no antigo desvio do pedágio.

Na visão de Rockenbach, o futuro prefeito deve direcionar investimentos em habitação, a fim de absorver mais mão de obra e novos cidadãos, favorecendo a indústria, comércio e serviços. “Estamos com a mesma população há 25 anos. Há vagas de emprego, vagas na Educação Infantil e no turno integral”, propagou.

Para Rockenbach, o grande desafio para o próximo gestor será lidar com a transição de uma governabilidade populista e sensibilizar a população da importância de sua contribuição para ajudar a viabilizar saúde, segurança e previdência que estão em déficit – deixando a corrupção de lado na análise: “são os impostos que sustentam os serviços. Ninguém gosta de pagar, mas todos querem usufruir”, afirma.

Na municipalidade, avalia que vai ser difícil os investimentos crescerem além do orçamento próprio. Levando em conta que o repasse de emendas já diminuiu e a maioria da destinação dos recursos está ligada à proporcionalidade do eleitorado, só vê saída com a diversificação da economia local para incrementar a gestão. “A folha da prefeitura está sadia, gira em torno de 35%, o que dá uma boa margem para investir”, ressalva.

Após 21 anos de vida pública, ocupando cargos de servidor municipal, secretário de governo e prefeito, Rockenbach ainda não definiu quais serão os novos rumos de sua carreira. “Devido aos compromissos e responsabilidade dos cargos, não conseguiu ter serviços paralelos na iniciativa privada. Sei que a prefeitura não tem dono e é preciso ter espaço, e vou procurar o que fazer. Não tenho nada previsto, mas não estou desesperado, só tenho a agradecer”, afirma.

Por daiane