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Paralisação prejudica candidatos à carteira de motorista

, 29 de julho de 2016 às 8h00

Arroio do Meio – A greve do Detran que iniciou há mais de duas semanas não tem previsão para acabar. O embate entre servidores e autarquia parece longe do fim. No município o atendimento é parcial. Alguns exames vêm sendo realizados com efetivo de profissionais reduzido, como no caso das provas práticas. Já as provas teóricas não são realizadas há três semanas.

Além dos serviços externos, a paralisação afeta serviços internos. Estão suspensas a emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o registro de veículos e a fiscalização de trânsito, como a Operação Balada Segura.

Segundo a estatística divulgada nesta semana pelo Detran, 62,87% dos trabalhadores aderiram à paralisação, 12,24% estão afastados e 24,89% estão exercendo as atividades normalmente. Já o sindicato estima que aproximadamente 90% dos funcionários tenham aderido à paralisação.

A diretora geral do Centro de Formação de Condutores (CFC) Arroiomeense, Zora Schwarzer, observa que os exames práticos de direção veicular estão sendo realizados com certa regularidade, com exceção da semana passada, quando nenhum exame foi feito. Já os exames teóricos não são feitos há três semanas. Com isso, deixaram de realizar a prova cerca de 40 alunos, entre candidatos a primeira habilitação, renovação e reciclagem.

A proprietária ressalta que a não realização dos exames teóricos, afeta todo o funcionamento do Centro de Formação de Condutores, uma vez que quando estes não são realizados, o candidato não pode passar para a próxima fase, que são as aulas de direção veicular. No que diz respeito a renovações de categorias, ela diz que o maior prejudicado é o aluno que tem de parar de trabalhar por falta do documento e, no caso da adição de categoria, o candidato corre o risco de perder a vaga de emprego, uma vez que alguns estão com a vaga à espera, faltando somente a CNH. “Muitos já estão com o emprego esperando e precisam mudar a categoria, mas correm o risco de perder o emprego, já que não conseguem realizar a prova”, observa.

Reivindicações

Os grevistas reclamam de defasagem salarial e pedem reposição referente ao período de julho de 2012 e maio de 2015, que soma 26,75% no período, além do auxílio-refeição de R$ 19,09, por dia.

De acordo com a categoria, eles enfrentam problemas estruturais, como a falta de locais adequados para a realização de provas práticas de direção, que hoje são conduzidas em locais sem banheiros. Para isso, eles defendem parecerias com as prefeituras. Eles reclamam ainda do gasto anual de R$ 4 milhões com a sede do departamento e também do uso de contêineres para a realização de exames teóricos em Porto Alegre.

Por daiane