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Equipe arroio-meense se prepara para evento de Real Action

, 15 de julho de 2016 às 14h40

Arroio do Meio – Adrenalina, diversão, tática e espírito de equipe. Estes são alguns dos motivadores da equipe de paintball Máfia Paintball Team. Depois de participar de um evento com 170 jogadores, no mês passado, os cinco integrantes do time arroio-meense se preparam para um novo desafio, no dia 7 de agosto no distrito de Morungava, Gravataí.

Em junho os rapazes participaram de um evento na modalidade Real Action (RA) chamado A Batalha de Ia Drang, organizado e sediado pela Task Force, de Ivoti. A Real Action é uma modalidade de jogo que simula uma guerra e cada participante tem uma função específica como atirador, médico, engenheiro, entre outras. Toda vez que um competidor é atingido por uma bolinha de tinta é como se fosse atingido por um tiro. O participante atingido deve então simular o ferimento e a dor, chamar o médico para ser socorrido e só poderá voltar a jogar desde que não use o membro ferido.

Foram quatro horas de diversão e muita estratégia, simulando a dolorosa batalha de Ia Drang, ocorrida em novembro de 1965 entre o exército norte-americano e o vietnamita, no Vietnã. Os 170 participantes – 27 equipes –, oriundos de vários municípios do Estado, especialmente da Região Metropolitana, foram divididos em dois exércitos – o norte-americano e o vietnamita.

A cada exército foi dada uma missão, um defendia e o outro atacava. Sob o comando de um general escolhido entre os participantes, as equipes foram organizadas em pelotões. A equipe arroio-meense fazia parte do pelotão quatro do exército americano. “Nosso objetivo era localizar a base quatro, levar o engenheiro lá para que ele ativasse a bomba que destruiria o local de abastecimento de armas e suprimentos. Foi tudo simulado. Para a bomba foi usado um disparo de rojão no local. Quando concluíamos o nosso objetivo íamos ajudar os outros pelotões, mantendo o inimigo distante”, conta o capitão do time, João Paulo Reis Aires.

Além de João Paulo, a equipe é formada por Paulo Ricardo Reis Aires, Lucas Reis Cezar, Wellington Rambein (atiradores) e Douglas Martins (médico). Foi o realismo do evento que mobilizou o time para se deslocar até Ivoti. “Lá a diversão não é só entre 10 jogadores como de costume nos nossos jogos, mas entre 120, até 200 pessoas no campo de batalha. Gostamos da adrenalina da Real Action, de poder cumprir missões, poder trabalhar em equipe e concluir os objetivos. Esse evento foi muito parecido com o filme Fomos Heróis. Havia helicópteros artesanais e simulação de morteiro. Teve muita ação e é isso que buscamos”, relatam.

Verdadeira paixão

João Paulo sempre foi apaixonado por filmes de guerra. Desde pequeno brincava de arminha com os amigos, primos e o irmão Paulo Ricardo. Na adolescência decidiu que queria ir para o quartel e, futuramente, seguir a carreira do pai que foi militar. Chegou a se alistar como voluntário, mas não pôde embarcar porque tinha uma filha pequena e emprego fixo. Viu assim seu sonho se desfazer.

Já adulto, conheceu o paintball e reencontrou assim uma forma de se divertir com algo que gostava. Primeiro jogou a modalidade 5×5, cujo objetivo é eliminar a equipe inimiga ou pegar a bandeira. Depois conheceu a Real Action e se apaixonou de vez. Ali, nas simulações de guerra, consegue sentir a adrenalina de uma realidade sonhada e que não pode se realizar. “Não tinha como não se apaixonar por esse esporte. Ainda mais eu que queria servir o quartel. Me senti na guerra, tipo no filme do Resgate do soldado Ryan e Lágrimas do Sol. Então formei a equipe e corremos para a guerra”, afirma.

Mais do que simplesmente competir, o capitão da Máfia Paintball Team, diz que é preciso ter Fair Play. A tradução literal da palavra é jogo (play) e justo, leal, honesto (fair). Fair Play é no mínimo dizer que o jogador tenha espírito esportivo, ética no jogo. “Fair Play é o puro sentimento de honestidade e diversão que um jogador deve ter ao entrar em combate. Sem o Fair Play não há jogo, pois o Real Action se baseia em honestidade, honra, dignidade, caráter e forças morais. Vai muito além do que a capacidade de atingir ou ser atingido. O talento operacional, a dedicação, a boa capacidade tática, a boa mira, a melhor estratégia e o trabalho em equipe de nada valem sem a honra. Sob este ponto de vista, ter a honra de assumir uma morte simulada é apenas a parte em que se valoriza a honestidade do jogador atingido. A segunda parte, e, esta sim é a parte honrada, é a de que você valoriza o talento e a capacidade de seu oponente, que o atingiu. Somos todos amigos em busca de diversão. Zelar pelo próximo, respeitar e cuidar dos adversários faz parte do Fair Play”, observa.

Há vagas

A equipe existe desde o início do ano e foi formada para um torneio em Porto Alegre, no qual sagrou-se campeã. Ainda está em fase de formação e conta com sete vagas em aberto. Interessados em participar podem fazer contato pelo whatsapp: 9770-6845. Os jovens também buscam um patrocinador que possa ceder um local para treinos. Quem quiser saber mais sobre a equipe pode acessar a página no Facebook: fb.com/amafiapa

Por daiane