Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 23 de Setembro de 2020

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Agricultura

Dia de troca de experiências aborda produção orgânica

, 15 de julho de 2016 às 9h51

Arroio do Meio – Um dia para troca de experiências foi realizado em conjunto com o Escritório Municipal Ascar/Emater-RS, Organização de Controle Social Defensores da Natureza e Articulação de Agro ecologia do Vale do Taquari (AAVT) quinta-feira, dia 7. A programação iniciou com recepção no Bar do Dirceu, em Picada Arroio do Meio, reunindo dezenas de pessoas, inclusive de outros municípios.

A primeira propriedade visitada foi a de José Valdir Schmitz que teve como tema: horta e solos. Na propriedade de cinco hectares, o agricultor cultiva repolho, rabanete, rúcula, quatro variedades de alface, alho, batata doce, laranja, além de temperos variados. As hortaliças são produzidas em estufas a céu aberto, e de forma orgânica. Orgulhoso, o produtor revela que o alimento comercializado é o mesmo que vai para a sua mesa. “Não uso agrotóxico, por isso, consumo o mesmo alimento que vendo”, observa.

À tarde a programação seguiu com visitação na propriedade do casal Ivo e Gelci Beschorner, na qual os participantes puderam conhecer o sistema agro florestal na cultura de citros. Nesse sistema, árvores nativas fazem, no verão, o sombreamento para a cultura de citros, a exemplo do angico, espécie que no inverno perde as folhas, permitindo então que as frutíferas recebam luz solar. A produção que é orgânica, é comercializada em uma fruteira de Lajeado e em escolas municipais de Arroio do Meio. O casal afirma que a comercialização de frutas orgânicas é um bom negócio, que vem ganhando adeptos a cada ano que passa. Trabalham na produção de citros, o casal e um filho. Eles colhem, mensalmente, cerca de dez mil frutas entre bergamotas, laranjas e limões de variedades diversas.

Delmar Kappler foi o terceiro agricultor visitado. Produção de morangos orgânicos em bancada foi o tema abordado. Delmar e a esposa Lori explicaram que começaram com a plantação em 2014 em sacos, e só depois optaram pela plantação em bancada. O sistema permite maior conforto ao produtor que faz o plantio das mudas e a colheita do fruto em pé, priorizando assim a saúde e dando maior agilidade aos trabalhos.

As mudas são plantadas em telhas de fibrocimento, que são dobradas ficando no formato de calhas. São três estufas de 5,20 metros de largura por 46 metros de comprimento. Para estudar o sistema de plantio, o casal foi ao Vale do Caí, onde o cultivo de morangos é a principal renda de muitas famílias. “Importante ressaltar que esse material não possui amianto, por isso, permite que sejam dobradas. Além do amianto ser prejudicial à saúde, não é maleável”, observa o engenheiro agrônomo da Emater, André Müller.

Kappler possui em suas estufas em torno de oito mil mudas das variedades San Andréas, Aromas e Camarosa. Essa última responde por 80% da plantação. As mudas foram adquiridas em Farroupilha na Serra Gaúcha e são importadas da Argentina e do Chile. Cada muda produz em média 600 gramas, porém algumas delas chegam a produzir até um quilo. “Os frutos orgânicos são vendidos em creches e escolas do município por um preço acessível”, revela Kappler.

Por daiane