Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 29 de Fevereiro de 2020

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Secretário da Agricultura diz que vacinação deve ser extinta até 2020

, 6 de maio de 2016 às 9h06

Arroio do Meio – O Secretário Estadual da Agricultura e Pecuária Ernani Polo (PP) esteve na última semana no município, quando almoçou com correligionários de partido. No encontro, colegas do Partido Progressista trocaram ideias com o secretário sobre programas voltados à agricultura familiar e sobre a atual situação política nas esferas estadual e federal.

Na ocasião, Polo conversou com a reportagem do AT sobre a campanha de vacinação contra a febre aftosa, que se estende até o final do mês. Nesta etapa o Estado distribuirá doses de vacina gratuitamente apenas para produtores com até 10 animais e que se enquadram no Pronaf e PecFam. No ano passado, beneficiavam-se das doses gratuitas produtores com até 30 animais.

Ao ser questionado sobre a redução do número de vacinas gratuitas na campanha deste ano, Polo respondeu que o principal fator foi o econômico, já que no ano passado o Estado gastou aproximadamente R$ 8 milhões com a disponibilização das doses. Revelou ainda que o Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que distribui gratuitamente a vacina contra a doença e, na atual conjuntura econômica, a redução foi uma medida necessária.

O secretário observou que um estudo realizado pelo Ministério da Agricultura comparou a eficiência e a imunização da vacina distribuída pelo Estado com as vacinas adquiridas em estabelecimentos comerciais. As vacinas doadas pelo Estado tiveram eficiência de 68%, enquanto que as vacinas adquiridas em estabelecimentos comerciais tiveram eficiência de 82%. “A conclusão que podemos chegar é de que as pessoas estão pegando a vacina e não estão realizando a aplicação, ou estão aplicando de forma errada”, afirma.

Polo ressaltou que a intenção do governo gaúcho é de criar condições para que até o ano de 2020 a vacinação contra a febre aftosa seja extinta. Os recursos serão usados para melhorar a infra-estrutura nas faixas de fronteira e incrementar o sistema de defesa contra a doença. Argumenta ainda que o custo da vacina para o produtor é baixo, apenas R$ 1,80 por animal e, por isso, não representa grandes despesas ao criador. Ele acredita que a compra das doses fará com que o agricultor tenha consciência da importância de vacinar o gado, pois haverá um custo. “Não há registro da doença no Estado há 14 anos. Usaremos esses recursos para melhorar as inspetorias veterinárias e ampliar o sistema de controle”, revela.

Questionado sobre outros programas do governo do Estado como o Programa Troca-Troca de sementes de milho e forrageiras, o secretário afirmou que não serão prejudicados ou extintos. Segundo ele, a redução do número de doses do programa de combate a aftosa ajudará a manter os outros programas a exemplo do Troca-Troca.

Por daiane