Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 20 de Setembro de 2020

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Agricultura

Reforma na Política Agrária

22 de abril de 2016 às 8h53

Os pequenos agricultores e em especial o Movimento dos Sem Terra (MST), bem como a reforma agrária, foram segmentos e temas lembrados por inúmeros deputados federais, nas manifestações do último domingo, 17, no processo de votação em relação ao afastamento ou não da Presidente da República.

É de certo modo constrangedor ouvir-se tantas manifestações em favor de uma Política Agrária, ou de Reforma Agrária, que é uma bandeira tão antiga, um clamor de várias décadas, sabendo-se que atualmente os processos de assentamentos e de distribuição de lotes, pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) estão suspensos, após constatações de irregularidades.

Segundo informado, existiriam vestígios ou indícios de problemas em pelo menos 30% (trinta por cento) dos contemplados ou beneficiados com terras do Programa Nacional de Reforma Agrária nos últimos anos.

No conjunto de irregularidades analisadas pelo Tribunal de Contas da União, são apontadas situações de pessoas beneficiadas já falecidas. Políticos sem tradição nas lidas do campo, empresários, e, inclusive, nome de crianças menores.

Estima-se que mais de 300 mil casos possam estar “viciados”, anormais, caracterizando um quadro preocupante e que depõe contra todos os que mereceriam um apoio ou uma oportunidade de acesso à terra para a manutenção familiar, produzindo alimentos não apenas para o próprio sustento, mas também para abastecer e atender a demanda dos centros urbanos.

O INCRA, por sua longa história, criado na década de 1960, deve responder pelos erros cometidos, muitos decorrentes da falta de critérios e de seriedade. E esse caso não pode ficar no esquecimento, sufocado por tantas falcatruas com que todos nós nos deparamos atualmente e que parece terem se tornado comuns no Brasil.

Os instrumentos de Reforma Agrária, como são os assentamentos e o próprio crédito fundiário, tem que ser revistos para se tornarem confiáveis. Em especial sobre o financiamento de compra de terras (Banco da Terra) são muitos os casos que simplesmente não atendem às regras estabelecidas. E não precisamos ir longe para encontrar irregularidades. Existem vários registros por aí.

Carne de frango aumenta

Os consumidores já vêm sentindo uma tendência de aumento de todos os tipos de carnes, mas especialmente a de suínos e de frangos devem ser as maiores vilãs daqui para frente, em consequência do problema de escassez da matéria-prima básica para a fabricação de rações, que é o milho.

Especificamente em relação à carne de frango, o mercado projeta uma elevação dos preços de 10% a 15% até o mês de julho. O fato possivelmente terá reflexos com uma leve retração nas vendas, visto que o “poder de compra” do consumidor terá dificuldades para suportar esse ônus.

Aftosa – Produtores reagem

O propósito do governo do Estado em reduzir a distribuição gratuita das vacinas contra a febre aftosa, para 10 unidades por propriedade, foi objeto de manifestações discordantes de parte dos agricultores. Há o temor de que a meta de erradicação da doença seja comprometida, com os riscos de uma recaída, o que seria ruim para todos e um retrocesso em relação à sanidade dos rebanhos.

Por daiane