Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 17 de Fevereiro de 2020

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Jornal da Semana
Agricultura

Orientamos mal

19 de fevereiro de 2016 às 6h00

No último domingo, início do Campeonato Municipal de Futebol Amador, edição 2016, inúmeras pessoas, de diversas localidades de Arroio do Meio, mas também de municípios vizinhos, foram até Linha 32, pela vinculação que têm com as equipes que lá se encontrariam.

Nos dias anteriores ao evento e inclusive no próprio domingo, não foram poucos os que pediram sugestões de como chegar ao belo local, muito bem cuidado e agora reformulado pela abnegada diretoria do Cruzeiro. As indicações, naturalmente, seriam via Rui Barbosa / Picada Arroio do Meio, ou então subindo por Forqueta, Linha Bitsch.

A gente precisa pedir desculpas para aqueles que optaram pela Linha Bitsch / Forqueta. Pois as condições de trecho da estrada, principalmente as últimas subidas já em Linha 32, colocaram em risco os veículos e os seus condutores, tal a precariedade que esse caminho oferecia. Houve uma unanimidade nas manifestações de desconforto e de decepção com o que, todos, tiveram que enfrentar, a ponto de no retorno, a maioria ter optado em não mais arriscar o caminho, mesmo que a descida normalmente é menos complicada.

A impressão para os visitantes, especialmente para quem fez o caminho pela primeira vez, foi péssima. E para nós, que conhecemos o caminho, podemos assegurar que há muito tempo não víamos uma situação tão deplorável. Os que são de fora e vieram apenas no domingo, reclamam e esquecem depois. Mas quem mora ali e precisa deslocar-se seguida ou diariamente por uma estrada nessas condições, é digno de pena e torna-se um caso inaceitável, pois caracteriza um abandono e um menosprezo, logo para uma localidade que tem uma produção agropecuária muito significativa e que participa com uma grande parcela, do desenvolvimento de todo o município.

Manutenção de programas

O momento de dificuldades econômicas e financeiras em que o Estado se encontra, transfere uma preocupação para líderes e entidades representantes dos agricultores familiares e pequenos produtores rurais gaúchos. Pois a manutenção de programas que oferecem subsídios para as atividades de subsistência dos minifúndios são fundamentais, como são o Troca / Troca de sementes de milho, recuperação do solo e de forrageiras, dentre outros.

Em recentes encontros de setores que representam os agricultores e o governo do Estado, houve a garantia, de parte do governador e do secretário de Desenvolvimento Rural, de que esses programas básicos terão continuidade, sobretudo o Troca / Troca de sementes de milho, por sua importância na cadeia de produção de leite, na qual constitui-se um insumo essencial.

Outra situação que está causando um desconforto e apreensão para a maioria dos agricultores familiares é o da exigência da Nota Fiscal Eletrônica. A categoria está reivindicando um adiamento ou a suspensão dessa exigência, considerando as dificuldades que a maioria encontra na operação do sistema. A Secretaria Estadual da Fazenda tem as suas razões para a adoção desse documento, mas a utilização do Talão de Produtor, no modelo tradicional, faz parte do dia a dia do agricultor, constituindo-se em um instrumento legal muito útil, quando se trata de comprovação da atividade, para fins previdenciários.

Com absoluta certeza, a geração de novos agricultores não terá nenhuma dificuldade em utilizar a tecnologia da informática proposta, mas tem que se dar um tempo, mais amplo, para as necessárias adequações.

Por daiane