Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 16 de Julho de 2020

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Economia

Comerciantes e prestadores de serviços reclamam de descaso

, 16 de janeiro de 2016 às 9h30

Arroio do Meio – A queda de uma fase de energia elétrica num transformador situado na praça Flores da Cunha, Centro, deixou ociosos mais de 10 estabelecimentos comerciais e de serviços, localizados na rua Visconde do Rio Branco, na tarde de terça-feira (12). Entre os prejudicados: padarias, consultórios odontológicos, escritórios, lojas, assistência técnica, academia, lancheria e distribuidora de bebidas.

O principal motivo apurado seria uma sobrecarga no uso de energia, comum em dias de calor intenso, em decorrência do aumento do consumo. O que mais indignou os empresários e profissionais liberais, foi a demora para o restabelecimento da energia que só ocorreu no fim da tarde, quando encerrou o horário comercial.

A clínica Kerbes precisou reagendar em torno de 20 consultas. “Precisamos remarcar consultas de pacientes que estavam sentindo dor”, dimensiona o cirurgião dentista Eduardo Kerbes. Segundo ele, os equipamentos como raio x, cadeiras odontológicas, compressores e autoclave, possuem sensores que medem a intensidade da energia e só funcionam quando a voltagem está estabilizada. Além disso, a iluminação é essencial para procedimentos minuciosos e o ar condicionado é importante para o conforto dos pacientes. “Já acionamos o 0800 há pelo menos dez anos. São inúmeros protocolos. Instalamos um estabilizador para amenizar o impacto da oscilação da voltagem no funcionamento dos equipamentos. E encomendamos um transformador, que foi pago há seis meses. O prazo final para instalação encerra neste mês […] As quedas já eram mais frequentes, mas são inadmissíveis. Enquanto clientes, não temos a opção de mudar de concessionária ou de ter melhores serviços”, salienta Kerbes.

O consultório odontológico Orlandini, também precisou reagendar pacientes. “Atendemos todos, na medida do possível. Fizemos o que conseguimos, mas certos procedimentos precisaram ser adiados. Além dos transtornos particulares dos pacientes e da ociosidade do consultório, pode-se dizer que o prejuízo é o dobro, se considerado a necessidade do enquadramento de novos horários”, detalha a dentista Carla Orlandini. Em 2014 a dentista precisou trocar a placa e reformar o motor de uma cadeira odontológica, que custou mais de R$ 2 mil. O consultório ingressou com uma ação na justiça cobrando o ressarcimento, a concessionária concordou em pagar a indenização, mas acabou não pagando.

A Padaria Pedrotti, perdeu duas fornadas de pães e roscas, com um prejuízo estimado em R$ 1 mil. Também deixou de produzir no período da tarde e de atender encomendas de clientes. “Ficamos tristes. Ataquei os funcionários de um caminhão da concessionária aqui nas ruas do Centro para restabelecerem o sinal. Mas eles disseram que só podiam receber ordens por meio dos superiores. Era só religar a chave. Coisa de minutos. Se o atraso ocorre por parte do cliente no pagamento da conta, a atitude é diferente”, compara Arno Pedrotti.

Já a Padaria e Confeitaria Mariam, além de paralisar as linhas de produção, constatou prejuízos nos equipamentos. O empresário Eduardo Führ, o Zezi, já estava revoltado com a falta de explicações da companhia, e quando a luz voltou os equipamentos não ligaram em decorrência de componentes eletrônicos que ficaram danificados.

Subestação

Está em fase de escrituração a área adquirida pela AES Sul, para construção de subestação no bairro Dom Pedro II, nas imediações da Brinquedos Bruxel, no topo do morro. O investimento de mais de R$ 8 milhões progressivamente deve culminar em melhorias no reforço de rede e substituição de cabos de alimentação.

Por daiane