Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 21 de Outubro de 2020

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Departamento de Trânsito decide pela coletividade

, 14 de agosto de 2015 às 6h00

Arroio do Meio – Após cogitação por parte de líderes e representantes de classe, sobre novas regras para o trânsito na rua Bento Gonçalves – tornando a via uma alternativa de retorno ao Centro para os motoristas que seguem pela rua Gustavo Wienandts – o Departamento Municipal de Trânsito, esclareceu que a via já sofreu mudanças desde 2006, quando o setor foi criado no município.

O coordenador Luiz Fermino de Freitas Soares, ressalva que o trecho em questão já possuía sentido duplo, inicialmente até o entroncamento com rua Dr. João Carlos Machado e, posteriormente, até a interseção com a travessa Mariz e Barros, e que as alterações foram feitas pensando na segurança e na coletividade.

“O direito individual fica em segundo plano. O município não pode assumir essa responsabilidade. Desde a mudança do sentido, nunca mais ocorreram acidentes no local, assim como no cruzamento das ruas Maurício Cardoso e Gustavo Wienandts, nas imediações do supermercado Arroiomeense, apesar das polêmicas”, esclarece.

Já a implantação de mão dupla em sentido oposto, com a sinalização de tachões no eixo, até a travessa Mariz e Barros, é tecnicamente impossível, pois confrontaria com o acesso dos clientes ao estacionamento do subsolo no supermercado STR e, ao mesmo tempo, não contemplaria os moradores do edifício Adelina Cé.

Somente a restrição de estacionamento nos dois lados da Gustavo Wienandts, na quadra entre a rua São José até o retorno para a rua Dr. João Carlos Machado, é apontada como medida que colaboraria para a diminuição dos congestionamentos na saída da cidade. Um estudo feito pelo departamento de Trânsito determina a instalação de placas de proibição de estacionamento, permitindo apenas a parada e carga e descarga. A providência possibilita a implantação de três vias na saída da cidade – a da esquerda para o retorno ao Centro, a do meio para travessia da ERS-130 sentido bairro, interior e Lajeado, e a da direita no sentido São Caetano e Encantado.

Entretanto, para amenizar os impactos no comércio e moradias, uma das sugestões é a desapropriação de uma faixa de área do Seminário Sagrado Coração de Jesus. Porém, no momento, a alternativa está fora dos planos da Administração devido à falta de recursos.

VIADUTO COMO SOLUÇÃO

Pelos menos seis estabelecimentos comerciais – Restaurante Ritts, Bela Vista Automóveis, Romano’s Bar, CF Informática, Renova Comércio de Máquinas e Serviços, e o depósito da Benoit – cinco residências e um edifício, sofreriam impactos diretos com a proibição do estacionamento. O empresário Régis Ritt, conta que já teve que tomar providências, por causa do aumento de faixas amarelas nas imediações da parada de ônibus.

“Já perdi o valor do aluguel da área que era ocupada por uma revenda, para colocar estacionamento próprio. Se isso realmente ocorrer, terei de fechar o restaurante, pois na rua Dr. João Carlos Machado, as vagas são ocupadas pelos clientes das lojas […] mas se prestarmos atenção, os congestionamentos só ocorrem nos horários de pico, por causa do número de condutores que precisa atravessar a rodovia. A porcentagem dos motoristas que retornam ao Centro é mínima. E os que vão a São Caetano e Encantado, não enfrentam dificuldades mais contundentes. A única solução seria a instalação de uma sinaleira ou a construção de um viaduto”, argumenta.

A instalação de uma sinaleira foi descartada pela equipe de engenharia de trânsito contratada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), pois traria impactos negativos no fluxo da ERS-130 e outros transtornos. Já a busca pela construção de um viaduto foi levantada como uma das principais bandeiras dos pré-candidatos ao próximo pleito eleitoral.

Por daiane