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Saúde

Nutrição na melhor idade

, 31 de julho de 2015 às 14h22

Já dizia Sêneca, filósofo romano, “quando a velhice chegar aceita-a, ame-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres”.

Aproveitar ao máximo o melhor que a vida tem a oferecer é a vontade de todas as pessoas, independente da idade. Por isso, chegar à terceira idade e colher os frutos de uma trajetória bem vivida é uma verdadeira conquista.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o idoso como “uma pessoa com 65 anos ou mais nos países desenvolvidos, e 60 anos nos países em desenvolvimento”.

Conforme a nutricionista, Elisabete Bald, o ritmo do envelhecimento é individual, ou seja, varia de pessoa para pessoa. Agora, seguir algumas estratégias relacionadas à alimentação saudável tornam-se pilares indispensáveis que garantem os nutrientes essenciais de que as pessoas acima dos 60 anos necessitam e sem deixar de lado o sabor.

“Estabelecer uma rotina saudável no dia a dia, desde a juventude, gera benefícios que irão determinar como será a sua saúde conforme a idade avança. Controlar os hábitos alimentares e fugir do sedentarismo são fatores básicos para a boa qualidade de vida. Garantir a compra de alimentos frescos, que os mesmos sejam armazenados e higienizados corretamente, até o sentar-se à mesa com calma e na companhia da família fazem toda a diferença”, explica.

Segundo Elisabete, as refeições exigem um planejamento para atender às particularidades de cada idoso. Com o passar da idade, o apetite, o olfato e o paladar diminuem, tornando a comida menos atraente.

“Muitos idosos têm dificuldade em mastigar, além disso, azia, prisão de ventre, intolerância a lactose e outros problemas digestivos aumentam com a idade. Tudo isso faz com que eles não se alimentem direito”. Mesmo quem tem saúde de ferro costuma ter recomendações médicas preventivas já desde anos anteriores, no sentido de reduzir o consumo de gorduras, açúcar e sal (sódio).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a partir dos 60 anos as necessidades calóricas do idoso diminuem, sendo necessário reduzir o consumo de calorias não nutritivas do seu dia a dia.

Na terceira idade, o acompanhamento médico e nutricional é fundamental. “Comer a cada três horas é recomendado para qualquer pessoa, independente da idade. No caso dos idosos, o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leites e derivados, no café da manhã e em lanches saudáveis durante o dia é de extrema importância, para prevenir a osteoporose. Já nas principais refeições – almoço e jantar – o ideal é investir na tradicional combinação de arroz com feijão e manter a diversidade de legumes, verduras e frutas”. A ingestão de água também precisa ser abundante, na maioria dos casos, a recomendação diária adequada para adultos e idosos equivale de 8 a 10 copos de água por dia. Essa quantidade permite a manutenção das funções regulares do organismo e a eliminação natural de toxinas através da urina e do suor. E evitar ou reduzir o consumo de frituras, doces, alimentos gordurosos e sal no dia a dia é primordial para usufruir de uma boa qualidade de vida.

A nutricionista ressalta que as escolhas alimentares são individuais, ou seja, o que é bom para um, pode não ser bom para o outro, e levando em conta os gostos pessoais de cada um. “Alimentar-se de uma grande variedade de comidas faz com que você obtenha facilmente os nutrientes de que o corpo precisa”.

Já dizia Alice Lobo, no cuidado ou convívio ao idoso é necessário entender o processo de envelhecimento com um olhar mais humano e compreender que as pessoas não envelhecem todas da mesma maneira.

Por daiane