Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 22 de Janeiro de 2021

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Vendaval causa prejuízo em Arroio Grande e Bicudo

, 28 de fevereiro de 2015 às 9h30

Arroio do Meio- Por volta das 23h de segunda-feira, um vendaval atingiu a comunidade de Linha Bicudo, provocando danos e ferimentos. O caso mais grave aconteceu na propriedade da família Furtado, onde o vento destelhou a casa e uma das telhas feriu uma criança de 11 meses.

Valdair Furtado conta que na hora do vendaval estava em casa com a esposa Maria, o filho José, a nora Marciane e a neta Bruna. “Ventava, chovia e relampejava muito, de repente ouvi um barulho: foi quando começaram a cair as telhas”.

Ele correu para salvar a neta, que já havia sido atingida por uma telha. “Graças ao mosqueteiro que estava no berço dela, não pegou em cheio. Só foi em parte, perto da boca”, conta.

No dia seguinte, com a ajuda do filho e vizinhos, ele repôs o telhado e colocou os móveis para secar. Já a esposa Maria, que trabalha em casa como costureira, tentou recuperar as máquinas de costura. “Essa é uma das únicas fontes de renda da família”.

Da casa da filha Arlete, que fica ao lado, o vendaval arrancou algumas folhas de Brasilit e destruiu o banheiro levando chuveiro e deixando fios de luz espalhados pela casa.

Na propriedade de Odilar Ceolan, também na comunidade de Linha Bicudo, o vento foi tão forte que arrancou cinco árvores. Conforme o morador, o vendaval chegou a balançar a estrutura da casa. “O vento foi muito forte, fiquei com medo de que a casa caísse”.

Postes de luz caem em Arroio Grande

No domingo, apesar de menos intenso, o vento derrubou postes de luz na comunidade de Arroio Grande. Os moradores reclamam do fato que vem se repetindo há algum tempo.

Proprietário de uma serraria em Arroio Grande, Luis Rudimar Dullius conta que em virtude de um poste que caiu, ficou quase um dia sem luz. “Sem energia não consigo ligar as máquinas para meus funcionários trabalharem. Em virtude disso, os pedidos atrasaram e tive um pequeno prejuízo”.

Dullius conta que não é a primeira vez que isso acontece, só no ano passado foram oito vezes. “Pago em média de R$ 800 por mês com conta de luz. Na hora de cobrar a empresa responsável está atenta, mas quando os postes precisam de manutenção ou troca, só enrolam e demoram horas e até dias”.

Eliseu Alves, também morador de Arroio Grande, tem uma produção de 500 litros de leite ao dia. Ele reclama porque ficou sem luz das 20h às 17h de segunda-feira, comprometendo sua produção.

Para não correr o risco de perder tudo, o agricultor correu contra o tempo e comprou um gerador no valor de R$ 9 mil. “Não é a primeira vez que isso acontece. Então investi no gerador que é ligado no trator”, reclama.

Por daiane