Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 03 de Abril de 2020

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Comunidade da Barra do Forqueta cobra mais segurança

, 2 de fevereiro de 2014 às 10h00

Arroio do Meio – Cerca de 120 moradores do bairro Barra do Forqueta assinaram e entregaram ao Ministério Público (MP), Brigada Militar (BM), Polícia Civil e prefeitura, um abaixo-assinado, a fim de buscar mais atenção para segurança do local. Na noite de segunda-feira, a população do bairro teve a oportunidade de relatar os acontecimentos e expor as preocupações.

Mesmo em férias, o prefeito Sidnei Eckert também se fez presente na reunião. O prefeito em exercício Áurio Scherer também participou. Os dois prometeram fazer o possível para resolver os problemas. “A cada dia que passa, a criminalidade pode piorar. Nós dois vamos assumir o compromisso de trazer mais segurança e resolver esse problema”, afirmou Scherer.

Scherer elogiou a comunidade por ter se mobilizado, dando mais visibilidade à gravidade do problema. “A comunidade precisa se juntar e comunicar a Brigada Militar quando algo suspeito aparece nas redondezas.”

O promotor de Justiça da comarca de Arroio do Meio, Paulo Estevam Araujo, explicou para a comunidade que alguns hábitos devem mudar. “Não podemos facilitar para os bandidos. Quando saímos de casa, precisamos fechar portas e janelas. Essa falta de vigilância facilita o ingresso nas residências.”

Segundo o comandante da BM no município, capitão Bernardes, a corporação atende todas as ocorrências o mais rápido possível. “Fazemos o máximo, porém seria necessário mais soldados para o município”.

Críticas

A comunidade se pronunciou de forma crítica. Considera falta de respeito o pouco patrulhamento no bairro. Moradores revelaram que numa terça-feira, certo indivíduo foi preso por roubar eletrônicos de uma casa e na quarta ele já estava solto, roubando outra casa. Dizem que, mesmo trabalhando praticamente o dia inteiro, eles ainda precisam ficar atentos em caso de roubos e furtos.

A ideia repassada pelo promotor é que a comunidade precisa se organizar e um ajudar o outro. “Quando um vizinho sai de casa o outro pode ajudar vigiar a casa, e assim vice-versa”. Também ressaltou que a comunidade precisa compreender a lei, e infelizmente crimes contra o patrimônio, geralmente não dão cadeia.

Por daiane