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Polícia

Heron de Oliveira declara inocência

, 9 de novembro de 2013 às 6h15

Rio Grande do Sul – O radialista e ex-deputado do PDT, Heron de Oliveira, afirma não ter ligação com a liberação de obras embargadas na Região Metropolitana do Estado. Oliveira está sendo investigado pois era o coordeador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). O órgão estaria envido num esquema de propinas com uma empresa do setor.

Três prisões preventivas e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos desde a última semana. A detenção de Oliveira também era projetada, mas foi indeferida pelo juiz responsável pelo caso, segundo ele, devido à falta de provas. Foram presos um auditor fiscal e um servidor administrativo da Superintendência Regional do Trabalho e emprego (SRTE), além do diretor de empresa especializada em segurança no trabalho.

A relação entre Oliveira e o executivo responsável pela empresa Worker, entidade beneficiada no suposto esquema, teria motivado as acusações feitas pela Polícia Federal contra o ex-superintendente. A ligação, segundo ele, seria de amizade, tanto com Antônio Barata, dono da Worker Engenharia, como com o auditor indiciado na Operação.

A Worker Engenharia atua há mais de 20 anos no mercado de segurança do trabalho. Entre os clientes citados na página eletrônica da empresa, aparecem o Grupo CEEE, o Crea-RS, a OAS (responsável pela construção da Arena do Grêmio), o Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS) e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O diretor, Antônio Barata, preso pela PF, foi premiado com o Mérito Empresarial do RS em 2011, conhecido como “Prêmio Destaque Gaúcho”. A empresa atua, por exemplo, na ampliação do estaleiro do Porto de Rio Grande. Nenhum diretor quis atender a reportagem. Nesta semana, uma nota oficial deve ser enviada para a imprensa.

O pedido de exoneração do cargo teria siso encaminhado pelo próprio Heron, no último sábado, ao Ministério do Trabalho e Emprego. “Fui orientado por meu advogado em não falar mais com a imprensa, pois não tivemos acesso ao inquérito e não sabemos do que trata a investigação. Sou comunicador há 43 anos e atua no vida pública há 30. Me sinto tranqüilo quanto a minha inocência e tenho recebido o apoio e a solidariedade dos amigos que confiam em minha pessoa”, declara.

O coordenador regional do PDT, Paulo Argeu Fernandes, acredita na inocência do companheiro, que desenvolveu um trabalho correto e honesto ao longo de sua trajetória, “Heron não teria motivos para manchar o seu legado”, garantiu.

Por daiane