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Jornal da Semana
Agricultura

O agronegócio e a economia gaúcha

13 de setembro de 2013 às 6h00

O estado do Rio Grande do Sul comemora nesta semana o bom desempenho da economia, a partir das avaliações feitas no segundo trimestre do ano, correspondente ao período de abril a junho. Na comparação com o mesmo período de 2012, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) apurado foi de 15%, índice festejado pelo governo e tido como equivalente aos resultados obtidos pelos países que têm a economia mais sólida, a nível mundial.

Quero destacar que dentre os motivadores do crescimento tão positivo está o setor do agronegócio. Já temos, em parte, a influência da safra agrícola 2012/2013, que cresceu em torno de 30% em relação à anterior. As condições climáticas favoráveis, os investimentos feitos pelos produtores rurais, a qualificação da agricultura familiar, projetos de irrigação começando a dar resultados, o fortalecimento das cooperativas, são itens que interferem no conjunto deste bom comportamento. Felizmente o setor da agropecuária gaúcha está organizado e esse fator favorece ou permite que se faça uma rápida leitura, para a identificação dos resultados e de suas razões.

É evidente que também os setores das indústrias privadas e a ampliação dos serviços, de um modo geral, igualmente contribuem para a elevação do PIB.

Nas avaliações feitas no encerramento da recente edição da Expointer, foram contabilizados números impressionantes em relação à comercialização de máquinas e implementos agrícolas. Esse fato foi creditado à animadora safra agrícola, ao bom momento do agronegócio e da agricultura familiar.

Noticia-se, nos últimos dias, a ampliação de uma grande indústria, ou fábrica de tratores agrícolas, estabelecida neste Estado. Portanto, é o setor industrial que enxerga no agronegócio um potencial de crescimento. O alto investimento no parque industrial oferece perspectivas de retorno, de compensações.

Este exemplar desempenho da economia do Estado nos dá a condição ou o direito de reivindicarmos, junto ao governo da União, uma maior atenção e um maior apoio, com recursos, para investimentos na infraestrutura ainda mais ampla e propícia, considerando que o que aqui se investe, se aplica, dá resultados positivos, a partir do espírito de empreendedorismo que caracteriza o povo, independentemente de suas atividades.

Crédito Fundiário gera protestos

A Fetag/RS coordena nesta semana, uma grande mobilização com o foco para dois pontos que dizem respeito à organização sindical e em especial para a agricultura familiar. A concessão do Crédito Fundiário e a renegociação de dívidas dos beneficiários do Crédito Fundiário.

O Banco da Terra formalizou apenas 87 contratos neste ano, no Estado. O programa ficou praticamente suspenso nos oito meses de 2013. E, por outro, há um total de aproximadamente 5 mil agricultores que obtiveram recursos do Crédito Fundiário mas que buscam uma renegociação de sua dívida. Por força de entraves burocráticos o Banco do Brasil não consegue posicionar-se e o Ministério do Desenvolvimento Agrário estaria tratando a situação com descaso.

Mais de 300 agricultores ocuparam durante vários dias a sede do MDA, em Porto Alegre, cobrando respostas para esses assuntos.

Condomínio leiteiro

Há indícios de que o magnífico projeto do condomínio leiteiro, que a Cosuel tenta concretizar em Arroio do Meio, pode não acontecer. A julgar por uma manifestação de um porta-voz do governo local, as relações podem estar estremecidas. Quando se quer manter as propriedades ativas e segurar o jovem no meio rural, não se poderia deixar de apoiar uma idéia dessas, a não ser que as pregações não sejam sérias.

Por daiane