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Culinária

Culinária gaúcha ganha destaque no cardápio escolar

, 26 de julho de 2013 às 6h30

Os traços da cultura gaúcha começam a ganhar espaço no município. Além do projeto Biblioteca Itinerante Mala de Garupa, a secretaria de Educação de Arroio do Meio em parceria com o CTG Querência do Arroio do Meio promoveu na segunda-feira uma capacitação com oficina culinária para as merendeiras e serventes das escolas municipais.

Ao total, 23 mulheres participaram da formação continuada. O dia, preparado especialmente para elas, foi dividido em etapas com dinâmica de grupo, palestra sobre autoestima com a psicóloga Inácia Kasper além de atividades de alongamento com a educadora física Marli Nunes Fernandes. Porém, o momento mais aguardado foi a oficina de culinária gaúcha.

Elas aprenderam a fazer carreteiro de charque e feijão mexido. Conforme a nutricionista da secretaria de Educação Joice Johann, o objetivo é levar a culinária do Rio Grande do Sul para dentro das escolas.

O médico veterinário Felipe Baldo ensinou as merendeiras o preparo do carreteiro de charque, enquanto que o feijão mexido ficou sob a responsabilidade de Glaci Halmenschlager, responsável pela cozinha do CTG. Felipe explicou que por ser uma carne salgada, o charque é um meio de se prolongar o período de decomposição da carne, fazendo com que a mesma dure por mais tempo. Salientou questões de higiene com o produto e demais propriedades. “O principal objetivo do sal, é tirar a umidade de dentro da carne. Porém, é importante fazer a dessalga, principalmente para os hipertensos”.

As merendeiras acompanharam atentamente o preparo das receitas e tiraram suas dúvidas com relação aos ingredientes. Durante o processo conheceram um pouco mais sobre a tradição gaúcha com a coordenadora cultural do CTG, Regina Rodrigues, que frisou a importância de fazer com que os alunos se habituem a comer a comida típica gaúcha. “Queremos fazer a cultura gaúcha se expandir no município. Ensinar a história, cultura, culinária, entre outros aspectos do Rio Grande”.

Conhecendo o Rio Grande

Para este segundo semestre a intenção é levar a biblioteca itinerante para as escolas de Educação Infantil e no ano que vem trabalhar com os alunos as artes do Rio Grande do Sul.

Para as merendeiras Juraci de Fátima da Silva, da Escola Barra do Forqueta e Nair Wolf, da Escola Professor Arlindo Back, além de ser algo diferenciado dos demais encontros, foi um momento de grande valia. “Além de ser um momento de integração para nós, também foi importante o CTG nos mostrar esse outro lado da cultura que poucas de nós conhecíamos”.

Por daiane