Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 23 de Julho de 2018

O Alto Taquari

Jornal da Semana
Agricultura

Uma questão de tecnologia

19 de abril de 2013 às 13h12

Os agricultores, de uma forma geral, comemoram o bom desempenho das lavouras de milho na presente safra e safrinha. É inegável que um dos principais fatores para a obtenção dos resultados satisfatórios é o clima, a ocorrência de chuvas com regularidade e a manutenção da temperatura em níveis apropriados.

No entanto, em inúmeras manifestações de produtores rurais, houve a constatação de que a tecnologia utilizada na produção de sementes, modificadas, pode justificar a outra parte das colheitas bem sucedidas.

Estabeleceu-se nos dois últimos anos uma discussão sobre a eficiência do Programa troca/troca de sementes, desenvolvido pelo governo do Estado. Esse ente que coordena o referido Programa, como se sabe, excluiu as sementes transgênicas, no argumento de que tais insumos causariam efeitos contrários aos interesses de partes do processo.

Não se quer menosprezar a importância do Programa troca/troca, na medida em que ele tem proporcionado, ao longo de sua existência, um estímulo aos agricultores, especialmente para os pequenos proprietários, que muitas vezes não tinham condições para adquirir, com recursos próprios e sem subsídios, os dois saquinhos de sementes distribuídos por safra, mais um reforço na safrinha.

Ao defenderem as vantagens da utilização das sementes modificadas, a quase totalidade dos agricultores refere-se ao controle das pragas, lagartas, entre outras. Afirmam que o custo das sementes, bem mais alto do que as convencionais, compensa pela despreocupação com o desenvolvimento das lavouras.

A ciência e a tecnologia, hoje disponível para a produção, no caso das sementes, de inúmeras plantas, cereais e hortifrutigranjeiros, pretende provar, permanentemente, que não estão sendo fabricados produtos que possam causar danos para a saúde humana e tampouco resultar em consequências no campo ambiental.

Parece não haver a convicção de que uma semente de milho, de variedades de ciclo curto, ou mesmo uma hortaliça que traz um controle sobre agentes predadores, tenham propriedades capazes de causar prejuízos de qualquer espécie.

Ou confiemos na tecnologia ou continuemos tendo que recorrer a métodos que não dão os resultados que são possíveis de obter.

Debates e democracia

Eu tenho tido a oportunidade de assistir a praticamente todas as sessões da nossa Câmara de Vereadores, desde o início dos anos 90. A Casa do Povo reflete os interesses de todas as comunidades e segmentos representados, agora pelos 11 vereadores.

Nos últimos cinco anos, sem sombra de dúvidas, o assunto mais abordado pelos nossos representantes, é o conjunto de obras que o Estado promete, reiteradamente, executar, mas não faz. Trata-se, por exemplo, das pavimentações dos acessos a Capitão, através de Dona Rita e Arroio Grande, bem como o trecho que falta para ligar Arroio do Meio a Travesseiro, além de outros projetos ao longo da RS 130.

Nesta semana, talvez pela centésima vez, veiculou a informação de que o Estado tem dinheiro para realizar as obras, mas que… razões de ordem…. que não se sabe, emperram a sua concretização. “Enrolação!” foi o que pareceu ser um sentimento unânime.

Mais uma vez digo que não há justiça na forma de como o governo do Estado trata os moradores que aguardam desde 1988, o asfalto para melhorar a sua qualidade de vida. Os atos de protestos, placas de advertência, entre outras ações, precisam ser colocadas em prática.

Por daiane