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Educação

Reitoria quer estimular intercâmbio universitário

, 13 de janeiro de 2013 às 10h00

Lajeado – A Univates quer intensificar a troca de experiências entre alunos, professores e funcionários com instituições de Ensino Superior de outros países. Para tanto, o Centro Universitário oferecerá aos integrantes da comunidade escolar cursos de idioma a custos mais baixos que o normal. O valor do desconto, entretanto, ainda é estudado pela reitoria.

O inglês foi escolhido como a língua principal neste primeiro momento. Ney Lazzari, reitor reconduzido ao cargo por mais quatro anos no fim do ano passado, constatou que o principal empecilho para este tipo de trabalho é o domínio do idioma. “Dinheiro para fazer estas viagens, o pessoal tem, mas carece da fluência.”

Conforme Lazzari, a proposta vai além. Com os convênios com universidades de outros países, será necessário contar com uma equipe que saiba os idiomas para melhorar a recepção dos visitantes e expandir os trabalhos exercidos pela Univates.

Lazzari expôs outras metas para o próximo quadriênio. Entre elas, a de ampliar o número de mestrados e doutorados oferecidos pela instituição. Hoje, a Univates conta com mestrado em três áreas: Ambiente e Desenvolvimento, Ensino de Ciências Exatas e Biotecnologia. Doutorado é apenas um, em Ambiente e Desenvolvimento.

A reitoria quer incluir mais dois mestrados e um doutorado no currículo. Porém, as áreas estão indefinidas, pois estão em análise de uma comissão de ensino.

A Univates conta com 343 professores na graduação. Destes, 53 são especialistas, 229 mestres e 61 doutores. Outros 128 profissionais lecionam em cursos técnicos, de pós-graduação e de extensão universitária.

Alunos de baixa renda

Para o reitor, a Univates tem condições de estimular o ingresso de alunos de baixa renda nos próximos vestibulares. Mas, a inclusão de programas como o Universidade para Todos (ProUni) estão longe de ser inseridos.

A instituição é comunitária e, por não oferecer bolsas de estudos aos estudantes – a maioria dos alunos sem condições de arcar com toda a mensalidade opta por financiamentos, como o Fies -, este programa do governo federal não pode ser oferecido pelo Centro Universitário.

Outro problema é a rigidez do ProUni gaúcho, criado pelo governador Tarso Genro no ano passado. Lazzari conta que os universitários que solicitaram este apoio não conseguiram atender as metas do programa estadual, tornando o acesso mais difícil que o ProUni federal.

A reversão deste empecilho está aliada à meta de ampliar os mestrados e doutorados da Univates. Bolsas como o CNPq e Capes permitem aos mestrandos e doutorandos buscar apoio de estudantes que estão na fase de graduação, sendo considerada uma boa opção para os que não têm condições de arcar com a graduação de maneira integral e quer evitar se endividar com os financiamentos.

Infraestrutura

O principal desafio deste novo mandato, de acordo com Lazzari, está na melhora da infraestrutura da Univates. O reitor colocou como meta a conclusão do Centro Cultura Univates – que inclui um auditório novo com ar condicionado e uma biblioteca – e o início da construção do prédio da Tecnovates, somando R$ 47 milhões de investimento.

Ao se referir ao auditório, o reitor provocou alguns risos ao direcionar a palavra para o prefeito de Lajeado, Luis Fernando Schmidt. Durante a solenidade de posse dos eleitos lajeadenses, no dia 31 de dezembro de 2012, o calor e a climatização insuficiente fez diversas pessoas passarem mal. Alguns apoiadores do novo governo desistiram de acompanhar a solenidade para evitar problemas de saúde.

Para este ano, a previsão orçamentária é de R$ 113 milhões, sendo que R$ 60 milhões destinados para o pagamento de salários e encargos. Além das já citadas obras, o restante será aplicado na construção de mais salas de aulas e laboratórios.

Curso de Medicina

A implantação do curso de Medicina é a vedete de Lazzari. O projeto da instituição recebeu nota quatro do Conselho Nacional de Educação. A nota máxima que pode ser atribuída é cinco. Conforme o reitor, o que diminuiu o conceito foi a falta de alguns setores para esta graduação, como laboratórios específicos para a Medicina. “Isso nós faremos quando o curso for aprovado pelo MEC (Ministério da Educação).”

Lazzari ressalta que o que deveria ser feito pela Univates está concluído. Agora, segue em análise pelo MEC e, depois, o projeto será reavaliado pelo Conselho Nacional de Educação. O reitor considera irresponsável dizer quando haverá o primeiro vestibular para o curso. A Medicina foi proposta pelos conselheiros no fim de 2011.

Quinto mandato

Esta é a quinta vez que Lazzari é eleito reitor da Univates. Contando com Carlos da Silva Cyrne como candidato a vice-reitor, a chapa única da eleição universitária recebeu 89% na assembleia da Fuvates – mantenedora da instituição –, professores, alunos da graduação e de especialização e funcionários concursados. A escolha ocorreu em novembro.

Cyrne também foi eleito o presidente da Fuvates, substituindo Roque Danilo Bersch, que comandou a entidade em 16 dos 39 anos que se dedicou à Univates. Conforme o novo presidente, a sua eleição marca o início de uma renovação, continuando o trabalho exercido, mas buscando algumas novidades.

A cerimônia de posse durou mais de três horas, em virtude da homenagem para Bersch. Com trajetória iniciada em 1969, quando ingressou no curso de Letras, foi contratado como professor em 1972 – uma proposta da instituição, de integrar ex-alunos no quadro de funcionários.

A presidência da Fuvates ocorreu em 1978 e, em 1997, se trans¬formou em Unidade Integrada do Vale do Taquari de Ensino Superior (Univates).

Por daiane