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Saúde

Asma: dos sintomas ao tratamento

, 28 de setembro de 2012 às 14h20

A asma é uma doença que causa inchaço e estreitamento das vias aéreas dos pulmões, causando dificuldade respiratória, falta de ar, aperto no peito e tosse. É, portanto, uma doença que exige atenção. Acompanhe as informações prestadas pela enfermeira Sheila Berti, da Secretaria Municipal de Saúde de Capitão, que durante o mês de agosto esteve reunida com o grupo de Prevenção e Promoção em Saúde tratando sobre o tema.

Conforme explicação da enfermeira Sheila, a asma é o estreitamento dos bronquíolos (pequenos canais de ar dos pulmões) que dificulta a passagem do ar provocando contrações ou broncoespasmos. As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil: “Quando os bronquíolos inflamam, segregam mais muco, o que aumenta o problema respiratório. Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, uma vez que o ar viciado permanece nos pulmões provocando sensação de sufoco.”

A asma acomete pessoas de qualquer idade. A maioria dos casos, todavia, é diagnosticado na infância e é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família.

De acordo com Sheila, os principais sintomas são falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito. Gripes e resfriados costumam agravá-los. A asma pode ser dividida em quatro grupos: intermitente (uma ou mais crises por semana); persistente leve (mais do que uma vez por semana e menos do que uma vez por dia); persistente moderada (diárias, mas não contínuas); persistente grave (diárias contínuas).

Tratamento

O tratamento vai depender do quadro clínico. Existem muitos tratamentos, e cabe ao médico indicar o melhor para o paciente. A asma não tem cura, mas pode ser controlada a ponto de seus portadores levarem vida normal. Para tanto, é importante observar as seguintes medidas:

Identificar e afastar-se dos agentes causadores das crises.

Retirar de casa as cortinas e tapetes que acumulam poeira. Panos úmidos podem substituir vassouras e espanadores.

Colocar travesseiros, roupa de cama e os próprios colchões ao sol para dificultar o crescimento de fungos e ácaros.

Evitar contato com animais domésticos, perfumes, produtos de limpeza, fuligem, fumaça, roupas e livros mofados.

Não fumar.

Beber 2 a 3 litros de água por dia.

Praticar exercícios que fortalecem a musculatura respiratória como a natação.

De acordo com Sheila, todos os pacientes com asma persistente devem ter um plano escrito por seu médico, com as medidas que deverão ser tomadas em caso de crise. Nele, o tratamento deve enfocar o combate ao processo inflamatório. “É muito importante seguir à risca a prescrição médica. Em caso de efeitos indesejáveis discuta com seu médico as alternativas disponíveis. Não interrompa nem modifique o esquema de tratamento por conta própria”, adverte Sheila.

Medidas de prevenção

Não fume! Evite contato com a fumaça e com fumantes.

Identifique os sintomas iniciais das crises e tome as medidas necessárias para que não se tornem graves.

Submeta-se a testes de pele para identificar possíveis alergias.

Evite apanhar resfriados e gripes.

Fumaças, gases, cheiros de tinta, de produtos de limpeza ou de higiene pessoal e perfumes podem ser prejudiciais aos asmáticos. Fuja deles.

Evite mudanças abruptas de temperatura.

Exercite-se moderadamente todos os dias. Caminhar, pedalar e nadar são atividades muito saudáveis.

Tome muito líquido. Isso ajuda a diluir a secreção brônquica e facilita a expectoração.

Pratique exercícios respiratórios.

Se café, chá ou outro produto mantêm você desperto, não os tome no fim da tarde ou à noite.

Se tosse ou outros sintomas não o deixarem dormir, eleve a cabeceira da cama.

Use broncodilatadores ou outros medicamentos prescritos por seu médico.

Combata a azia, que predispõe as pessoas a crises de asma.

Evite o pânico nos momentos de crise.

Observe as orientações de seu médico. Mantenha-o informado sobre todo tratamento caseiro que eventualmente você adote.

Por fim, Sheila enfatiza que a asma não controlada pode causar sérias complicações. Por isso é importante consultar o médico na ocorrência de qualquer febre durante as crises, tosse persistente, respiração difícil, falta de ar e dor no peito.

Por daiane

De acordo com Sheila, todos os pacientes com asma persistente devem ter um plano escrito por seu médico, com as medidas que deverão ser tomadas em caso de crise