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Comportamento

Aulas particulares: fazer ou não fazer?

, 1 de junho de 2012 às 14h10

Com o final do trimestre letivo, os alunos recebem seus boletins. Muitas vezes as notas baixas fazem com que os pais se preocupem com relação ao rendimento escolar das crianças e questionem se existe ou não a necessidade de contratar um professor particular para sanar as dificuldades dos filhos.

De acordo com Carla Cristina Sulzbach, educadora especial, psicopedagoga e mestranda em Ciências da Educação, ao longo do ano letivo as escolas desenvolvem seus conteúdos de forma que um assunto desencadeie outro e entrelace com outros tantos. Se o aluno não foi bem porque não entendeu um determinado conteúdo, provavelmente essa dificuldade se somará a outra no próximo bimestre. Portanto, o ideal é que haja recuperação do tema compreendido tão logo se perceba a dificuldade.

Para ela, o professor particular é um especialista da área a ser recuperada. Sua ação é indicada normalmente quando as questões são mais técnicas, bem localizadas, de rápida resolução, quando um ou outro conteúdo foi perdido, em função de qualquer eventualidade ou, em alguns casos, quando a dificuldade está centrada numa disciplina: “Aulas particulares são aulas personalizadas e focam exatamente nas necessidades de cada aluno, ou seja, o aluno tem total liberdade de externar suas dificuldades em determinados conteúdos. É uma forma garantida de transformar suas fraquezas em pontos fortes, há uma maior interação e direcionamento.”

Quando algo não vai bem

A profissional alerta que a falta de aprendizagem constante é sintoma de que algo não vai bem com a criança. Quando as habilidades que envolvem questões cognitivas, afetivas, psicomotoras e linguísticas necessárias para que o aluno compreenda os conteúdos escolares não estiverem presentes é um indicador de que ele pode necessitar de outra forma de abordagem, do uso de outra metodologia: “Nessas circunstâncias, muitas vezes entra o psicopedagogo que irá trabalhar com o desenvolvimento de habilidades tais como raciocínio lógico, linguagem oral e escrita entre outras. Esse profissional é de grande auxílio quando a escola, ao esgotar todos os recursos, busca outras formas de atuação. Por meio de uma avaliação psicopedagógica ( que inclui a reconstituição da vida da criança, a avaliação na áreas pedagógica, cognitiva, afetivo-social e corporal),ele tem condições de detectar a origem da dificuldade, a fim de orientar a família sobre a terapia mais indicada.”

Quando o aluno necessitar de algum acompanhamento e organizar seu horário é preciso que os pais fiquem atentos ao ritmo de cada filho e aos sinais de sobrecarga. Cansaço, desânimo, tristeza, irritabilidade e mau humor são alguns sinais. Mas, mesmo que a criança não demonstre sobrecarga, pais e educadores devem ficar atentos à existência de horários realmente livres, espaços de tempo em que ela não tenha compromisso algum. O tempo livre é importante para que a criança descanse, brinque, crie e descubra coisas novas e novas habilidades.

 

Por daiane

Carla atenta que a falta de aprendizagem constante é sintoma de que algo não vai bem com o aluno