Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 23 de Fevereiro de 2020

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Jornal da Semana
Agricultura

No limite da tolerância

17 de maio de 2012 às 15h30

Enquanto era apenas um ou outro produtor rural a manifestar sua decepção ou inconformidade com o que está ocorrendo com o caso da certificação das propriedades rurais, dentro do programa de erradicação da brucelose e tuberculose, a gente conseguia argumentar e justificar possíveis razões do atraso no processo. Mas agora, com a multiplicação do coro dos queixosos, quando esses já não são apenas 10, 50 ou 100, mas em torno de mil agricultores, fica quase impossível fazer com que qualquer alegação possa serenar os ânimos e evitar atitudes mais agressivas.

Com muita frequência leitores desta Coluna me abordam para dizer que acompanham as minhas manifestações semanais. Alguns apenas comentam que leram determinados assuntos, outros sugerem pautas, como também há quem discorde de pontos de vista expostos. Esta interação é saudável, estimuladora e confortável. E é nesses contatos que tenho a oportunidade de dizer a todos que o espaço está aberto a contribuições. Por isto as indicações de temas para comentários acontecem de forma reiterada e nas últimas semanas seguramente mais de 20 agricultores solicitaram que retratasse os seus sentimentos de frustração e de desconfiança com o plano piloto.

Em que pese o continuado esforço da coordenação do plano, é evidente o desconforto, envolvendo especialmente os produtores de Arroio do Meio. Pois, o pequeno número de certificados liberados revela uma situação muito estranha, uma vez que já é época em que os documentos que atestam a imunidade dos rebanhos deveriam ser renovados, quando o procedimento inicial ainda não aconteceu.

Ao mesmo tempo em que ocorre o problema com os certificados, os agricultores comentam a quase impossibilidade de se habilitarem ao benefício do incentivo para a aplicação dos testes, conforme lei municipal aprovada há aproximadamente dois meses, estabelecendo como prazo de vigência o dia 30 de junho próximo.

Existem pessoas com os ânimos um tanto alterados (e com razão!), predispostas a, inclusive, promoverem algum ato público. Há tempo e ambas as situações devem merecer a atenção das autoridades competentes.

Vacinação contra a aftosa atrasa

Ainda falando de sanidade animal, refiro-me à vacinação contra a febre aftosa, cujo calendário dificilmente será cumprido nesta primeira etapa do ano, que deveria acontecer neste mês de maio. A informação que circula é que houve um problema no processo de aquisição das vacinas, de parte do Estado. Este pode falhar, diferentemente do agricultor que não tem este direito.

Apupos/vaias para a presidente

Na pauta de reivindicações dos prefeitos de todo o país, que se encontraram em Brasília, nesta semana, entre vários temas, houve a cobrança sobre o cumprimento da legislação que determina o quanto os entes (municípios, estados e União) devem destinar à saúde pública. Em torno de quatro mil representantes dos municípios, que cumprem um limite mínimo de 15% para a saúde, perderam a paciência ante a omissão do governo federal, que desviou do assunto quando a autoridade máxima foi questionada. Comentam que a vaia pegou. Tem que cumprir a lei!

Por daiane