Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 11 de Julho de 2020

O Alto Taquari - Cotidiano

Jornal da Semana
Social

Comunidade de Arroio Grande Central homenageia Cecília Petry

, 30 de março de 2012 às 11h18

Este domingo, dia 1° de abril, será de festa na comunidade de Arroio Grande Central. Amigos e familiares de Cecília Petry estão preparando a festa de seus 100 anos. Às 10h45min haverá missa na igreja de Arroio Grande Central realizada pelo bispo dom Canísio e ao meio-dia haverá almoço no salão ao lado da igreja.

Nascida em 20 de fevereiro de 1912, Cecília foi casada com Affonso Petry, com quem teve dois filhos Natalício e Marino, já falecidos, e tem três netos, Felipe que reside em Porto Alegre, Tiago e Maíra residentes em São Paulo. Atualmente a centenária reside em Porto Alegre com a nora. “Há seis anos moro na capital. Quando vim, tinha todos os netos na mesma casa. Eu tenho problema para caminhar. Não podia mais fazer o serviço de casa, cuidar da horta e do jardim. Então, eu aceitei o convite da nora para vir aqui e, assim estou há seis anos, onde me sinto muito bem cuidada por todos, principalmente meu neto Felipe. A Maíra e o Tiago, que hoje estão longe, também já fizeram muito por mim”, revela.

Aos 100 anos, a primeira coisa que Cecília faz ao acordar é fazer a oração do dia. “Depois de tomar o café da manhã, algumas vezes vou assistir à missa de Nossa Senhora Aparecida na TV, depois volto para o quarto e leio. Estou lendo O Livro dos Santos e o Livro da Família, todo em alemão. Durmo um pouco depois do almoço e à tarde faço crochê para os pobres. Durante a madrugada, às 4h acordo e faço exercícios nos pés e braços”.

Chegar ao centenário representa para a homenageada muita paciência, além de ser algo muito significativo em sua vida. “Eu pensei naquele 20 de fevereiro, quantas horas de luta e trabalho, quantas horas de sofrimento, de felicidade, de alegria e tristeza. Tudo superado, graças a Deus. Creio que o ser humano tem sua hora marcada por Deus e a minha ainda não chegou. Assim eu cheguei ao centenário e foi isso que eu pensei naquele dia. Para chegar até essa idade com saúde, acredito que o principal segredo seja trabalhar, ter uma boa alimentação e, claro, fé”, salienta.

Quanto à festa em sua homenagem que ocorre neste domingo, Cecília diz não saber se merece tudo isso. Para ela, o pessoal da comunidade decidiu fazer isso em função de seu pai ser da diretoria e ajudar a construir a igreja de Arroio Grande. “A gente morava lá também e o Affonso, meu marido, cuidou durante 33 anos do caixa da igreja. Mas, para falar a verdade, a ideia da festa dos 100 anos começou na festa dos 90 anos, quando o Benito Kraemer me disse ‘se tu fizeres 100 anos, eu dou o boi’, eu disse para ele que promessa era dívida e agora que cheguei ao centenário ele vai dar o boi, não voltou atrás e faz questão de dar. Em setembro do ano passado, tive um grave problema na perna esquerda e quase desistimos da festa. Mas meu neto, Felipe, nunca desistiu e dizia para eu esperar. Foi a minha sorte. Desde então, tive que parar de andar pela casa com o andador e me limitar ao quarto, agora preciso de cadeira de rodas quando a distância é grande. Gostaria de agradecer a todas as pessoas que estão me oferecendo esta homenagem”, finaliza.

A compra e reserva de cartões podem ser feitas até essa sexta pelos fones: 3716-1021 (Sérgio), 3727-2036 (Benito) ou 3727-2020 (Tânia), ao valor de R$12 por pessoa.

Por daiane