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Jornal da Semana
Comportamento

Escola, aluno e família: uma boa parceria

, 19 de novembro de 2011 às 13h45

Os compromissos escolares estão próximos do fim. Há um cansaço evidente no ar, fruto de todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano. A proximidade das férias mexe com a cabeça dos alunos, familiares e também dos professores. Para os alunos e pais, as últimas semanas de escola podem ser emocionantes e desafiadoras. Essa é a opinião da psicopedagoga Carla Cristina Sulzbach, da Prefeitura de Capitão. “Os alunos estão ansiosos para as férias de verão e, como resultado, seu interesse em trabalhos escolares pode diminuir. Por isso, aproveitar ao máximo este último mês, quebrando rotina e incentivar seus alunos e filhos para novos desafios é importante.”

Para Carla, se a escola e a família buscam ações coordenadas, os problemas são enfrentados e resolvidos, enfatizando que ideias prontas devem ser desconstruídas. Para a profissional, é essencial que os professores entendam o público para o qual prestam serviço (como está organizada a família contemporânea? Qual o papel dela na educação?). Por outro lado, atenta que a família deve compreender a missão e as propostas da escola e conhecer formas de contribuir com ela: “Um ponto que faz a maior diferença nos resultados da educação nas escolas é a proximidade dos pais no esforço diário dos professores. Infelizmente, são poucas as escolas que podem se orgulhar de ter uma aproximação maior com os pais, ou de realizarem algumas ações neste sentido. Entretanto, estas ações concretas, visando atrair os pais para a escola,

podem ser uma ótima saída para obter bons resultados na aprendizagem dos alunos. A necessidade de se construir uma relação entre escola e família deve ser para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que o educando/filho tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na escola”, defende.

Por fim, Carla faz algumas considerações que, se não trazem soluções definitivas, podem apontar caminhos para futuras reflexões:

  • É preciso compreender, por exemplo, que no momento em que escola e família conseguirem estabelecer um acordo na forma como irão educar suas crianças e adolescentes muitos dos conflitos hoje observados em sala de aula serão paulatinamente superados.
  • No entanto, para que isso ocorra é necessário que a família realmente participe da vida escolar de seus filhos. Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou quando a situação já estiver fora de controle. O comparecimento e o envolvimento devem ser permanentes e, acima de tudo, construtivos, para que a criança e o jovem possam se sentir amparados, acolhidos e amados.
  • Do mesmo modo, deve-se lutar para que pais e escola estejam em completa sintonia em suas atitudes, já que seus objetivos são os mesmos. Devem, portanto, compartilhar de um mesmo ideal, pois só assim realmente estarão formando e educando, superando conflitos e dificuldades que tanto vêm angustiando os professores, como também pais e os próprios alunos.
  • E, se, apesar de todos os esforços, não forem obtidos bons resultados, mesmo assim, deve-se pensar em um ano ganho, se for visto como uma chance de que aluno, pais e mestres reconheçam seus erros e acertos e possam mudar juntos.
Por Jaqueline Manica
Carla é enfática “Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou quando a situação já estiver fora de controle. Ou seja, o comparecimento e o envolvimento devem ser permanentes”

Carla é enfática “Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou quando a situação já estiver fora de controle. Ou seja, o comparecimento e o envolvimento devem ser permanentes”