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Pensar positivo: o segredo para viver 100 anos

Para muitos a falta de vi­são e o fato de não andar são grandes obstáculos. Erna Auler Hendges, que comemorou 100 anos ontem, dia 27 de outubro, superou, há muito, esses desafios. Para chegar ao centenário, a vida da tataravó não foi fácil. Porém, as dificuldades não foram empecilho para que ela perdesse a alegria de viver.

, 28 de outubro de 2011 às 15h05

Moradora de Arroio Grande, Erna reside com a filha Glaci, a qual não mede esforços para cuidar da mãe. Dona Erna levanta cedo e já virou rotina tomar chimarrão acompanhada da filha Glaci toda manhã. “Ela adora chimarrão e, dificilmente diz um não”, frisa a filha. Depois do chimarrão, é hora do café da manhã. Os poucos momentos em que fica sozinha, são enquanto a filha executa as tarefas de casa. Enquanto isso, a tataravó escuta músicas e aproveita para orar. Mãe de sete filhos, ela tem 19 netos, 26 bisnetos e sete tataranetos.

O exemplo de superação da tataravó teve início há 30 anos, quando uma fratura na perna a impossibilitou de andar. Três anos depois, Erna perdeu a visão em decorrência do glaucoma e de catarata. A filha explica que a mãe já enxergava pouco, mas depois da cirurgia a situação se agravou e ela teve perda total da visão. A impossibilidade de andar e enxergar não abalou a vontade de viver de dona Erna. “Uma das minhas vontades era de enxergar minha filha, de poder trabalhar, de fazer as coisas que gosto. No início me bateu um desânimo, mas aos poucos fui aprendendo a conviver com a situação”, explica. Apesar das dificuldades, ela continua ajudando em algumas tarefas da cozinha, como descascar ovos e batatas, além de secar a louça.

Apesar da idade, Erna está lúcida, ciente do que acontece a sua volta e enfatiza “Deus pode levar tudo de mim, a única coisa que gostaria era de que me deixasse lúcida e com boa memória”. Para ela, o segredo de viver 100 anos é simples: “é só a gente pensar em coisas boas e viver de forma saudável”.

Otimismo. Com certeza essa é a palavra principal no vocabulário da simpática tataravó. Sua vontade de viver e sua alegria certamente são exemplo para muitas pessoas da pequena comunidade de Arroio Grande. Ela é tão querida por todos que frequentemente recebe visitas de pessoas da localidade. No domingo retrasado, por exemplo, 17 pessoas foram visitá-la. “Nunca pensei que fosse chegar nessa idade. É uma alegria muito grande. Tenho vontade de viver muito tempo ainda, para poder fazer companhia para minha filha”.

Por Jaqueline Manica