Jornal O Alto Taquari  .  Arroio do Meio, 14 de Julho de 2020

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MP abre inquérito para cobertura de telefonia em Arroio Grande

Na sexta-feira uma comitiva do vale do Arroio Grande, Arroio do Meio, foi ao Ministério Público (MP) da Comarca manifestar a inconformidade com a precariedade dos sinais da telefonia móvel

, 23 de setembro de 2011 às 9h22

Eles foram recebidos pelo promotor de Justiça, Paulo Estevam Araujo, que em razão da coletividade da causa ostentou urgência de instauração de investigação civil, junto aos agentes reguladores estaduais e federais e Anatel, para busca de uma solução técnica.

Conforme Araujo, a carência confirma que o ritmo dos investimentos em gerenciamento de infraestrutura de telefonia móvel não foi proporcional ao ritmo de vendas. Tal carência, segundo o promotor, justifica a abertura do inquérito para checagem técnica no vale do Arroio Grande. “O celular é mais acessível e popular do que o telefone fixo”, assinala.

A comitiva entregou ao promotor um dossiê evidenciando que cerca de 467 pessoas das localidades de Arroio Grande Central, Arroio Grande Superior, Morro Leão, Morro Sete Barulhos, Cascata, Morro Tico-Tico e Picada Café, somando 80% população local, cerca de 300 propriedades, são afetadas pela falta de cobertura celular. Além de transeuntes e moradores das localidades de Cascata e Marinheira, em Capitão, nas divisas com Arroio do Meio.

De acordo com os representantes, as melhorias na cobertura de telefonia são fundamentais para impulsionar os negócios na agropecuária e nos setores industrial, comercial e de serviços. “Estamos solicitando a intervenção do MP para uma solução, para que a falta de telefonia móvel qualificada não seja mais uma causa para o êxodo rural”. A mesma comissão, através do vereador Romano Kunzler (PMDB) e do prefeito Sidnei Eckert, já manteve contato com os executivos das operadoras de telefonia móvel, especialmente a Oi e a Vivo, a fim de superaram o impasse, mas não obteve resultado significativo.

O relatório entregue à promotoria pública ainda contou com alguns anexos que detalham o perfil dos usuários da telefonia, bem como o potencial produtivo local, que movimenta mais de R$ 11 milhões anuais, só no agronegócio. Também em anexo estava um abaixo assinado que reuniu 30% das assinaturas entre os prejudicados.

Solução

A torre hoje utilizada para transmissão da internet via rádio é apontada como melhor opção para acomodar a antena que fará a cobertura da telefonia celular. Ela está localizada no Morro Sete Barulhos, tem 22 metros de altura e é fruto de uma obra realizada em parceria com a Arroionet, a Administração Municipal e a comunidade local. A cobertura completa, segundo estimativas extraoficiais, dependeria da instalação de um transmissor na torre e de dois pontos retransmissores, num raio de pelo menos cinco quilômetros.

Outro alarde para os usuários é a troca das codificações em CDMA para GSM, prevista para o fim deste mês. Troca que fatalmente implicará no descarte de antenas hoje utilizadas para melhor captura do sinal. Nestes casos o aparelho móvel funciona como fixo, pois precisa ficar conectado à antena, porém, a tecnologia será descartada, diminuindo ainda mais o número de beneficiados.

A comunidade não tem preferência por operadora, só quer a prestação do serviço. No entanto, todos acreditam que a Vivo atenderia as expectativas da maioria, pois soma 248 usuários, 54,87% do total. A Claro tem 162 usuários, 35,84% do total. A Oi 35 usuários, 7,74% do total. E a TIM somente sete usuários, 1,55% do total.

A instalação de redes de telefonia fixa, apesar da eficiência garantida, se torna inexequível em decorrência do alto custo financeiro, avalia o grupo.

Por Jaqueline Manica