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Formas simples de se enfrentar com coragem os obstáculos da vida

Como enfrentar os obstáculos sem perder a estabilidade, foi o tema da palestra realizada na noite de sexta-feira, no salão da comunidade católica Beato José de Anchieta, de Rui Barbosa

, 22 de julho de 2011 às 16h41

Saber enfrentar os obstáculos que a vida coloca no caminho das pessoas sem medo. Esse foi o tema da palestra promovida pela Organização Brahma Kumaris, de São Leopoldo, na última sexta-feira, em Rui Barbosa. Dezenas de pessoas compareceram ao salão da Comunidade Católica Beato José de Anchieta para assistir a palestra Como enfrentar obstáculos sem perder a estabilidade.

As coordenadoras do Brahma Kumaris Aida Glüer e Márcia Medeiros iniciaram o encontro com a seguinte frase: “Quando nós mudamos, o mundo muda”. Segundo elas, os pensamentos têm a capacidade de deixar as pessoas mais animadas ou não frente às dificuldades do dia a dia.

Para mostrar de uma forma mais simples as capacidades escondidas dentro de cada um, Márcia usou imagens para falar sobre o assunto, explicando o significado de cada uma delas.

Pérola: meu valor inerente. Segundo Márcia as pessoas convivem mais com a parte superficial de sua personalidade. “Apesar dos defeitos eu sou um ser valioso, de atitudes. Sentir as nossas qualidades é um elemento de ajuda e muitas vezes esquecemos esse espaço de força de vida”. Ela ressalta que temos que ter contato nesse universo de autoapreciação. “Quando a gente focaliza o belo, a gente faz com que nossa força ressurja”.

Cisne: melhores escolhas. A imagem do cisne foi escolhida por ser um pássaro que tem a especialidade em construir o ninho com material bonito. Essa imagem remete as pessoas ao universo das escolhas. “Escolha dos nossos pensamentos é que determinam como vamos agir ou sentir. Temos que ampliar esse universo. Se você decidir transformar seus pensamentos em coisas boas, você vai conseguir ser uma pessoa mais feliz, mas se você ficar sempre na mesmice, as coisas não irão fluir”.

Márcia destaca que a vida possui diversos movimentos e se a gente não se propuser a uma mudança, a tendência é ficar descompassados. É preciso sempre fazer uma escolha positiva sobre os problemas que surgem no caminho e nunca ficar parados em uma situação que não está boa. “O que jogamos para o mundo é o que ele vai jogar de volta para a gente. Temos que olhar para as pessoas com uma visão de apreciação. Quando elevamos o pensamento podemos voar, ficando assim livre dos obstáculos. Precisamos ter a mobilidade de perceber a vida por diversos ângulos, mas muitas vezes a enxergamos pelo mesmo. Temos que aprender a valorizar a nossa capacidade de criar experiências diferentes no ambiente em que estamos”.

Diamante: aceitando desafios. O diamante significa um processo de lapidação, de crescimento. Todas as pessoas possuem especialidades. “Devemos acreditar no melhor do ser humano, mesmo que muitas vezes ele não esteja fazendo as coisas de forma correta”, frisa Márcia.

Flor de Lótus: o poder de desprender. A imagem dessa planta ensina que a postura mental é importante, sem que se perca a estabilidade. Ou seja, tudo tem um ponto de equilíbrio. “Temos que organizar nosso medidor de força interna e saber o quanto eu preciso de mim em determinadas situações, até porque estamos em um mundo que nem sempre tem situações favoráveis a nós. Tenho que praticar o desprendimento, uma maneira de não deixar a negatividade e as confusões me tocarem”. A palestrante ressalta que muitas vezes quando as pessoas são ofendidas por alguém, ela se permite guardar as palavras de ofensa que recebe. E isso não é bom. De nada vai adiantar ficar guardando tal sentimento dentro de si. “Quem coloca as coisas dentro do coração é a gente mesmo”.

Lua: a possibilidade da plenitude. “Assim como a lua, em nossa vida também passamos por várias fases. Sempre que possível temos que aumentar a nossa luz, voltar nossa face para o sol espiritual e além de tudo ter capacidade de entender as situações que acontece com a gente mesmo”. Ela enfatiza que é necessário buscar em cada um de si, o poder de transformação. Os obstáculos aparecem, mas é preciso ultrapassá-los. Não fique só parado, você tem que agir para mudar determinada situação. Os obstáculos não aparecem para nos fazer parar, mas sim para nos fazer crescer. “Além disso, nos ensinam a amar, a tolerar, entre outras necessidades”, afirma Márcia.

Aida frisa que para ter o desapego na superfície, você precisa ter raízes profundas e que os valores devem ser escolhidos conscientemente para que a vida tenha significados. Segundo ela, quanto mais as pessoas fizerem as escolhas desses símbolos, agindo de tal maneira, a capacidade de se tornar pleno aumenta. “Tenho que optar por princípios e não me deixar influenciar por pequenos obstáculos. A capacidade da plenitude apenas acontece se você se voltar para Deus, desenvolvendo o lado positivo das situações. Posso me tornar pleno com coragem. Não devemos desistir da gente, porque Deus nunca desiste de nós”.

As pessoas têm muitos medos e expectativas, mas porque a gente perde a estabilidade frente aos obstáculos? Dependendo do problema, as pessoas acabam ficando apavoradas, sem saber como lidar com os obstáculos da vida. “Alguns são pequenos, mas há um grande medo dentro de nós, de mudar algo profundo. E, a melhor forma de fazer isso é enxergando a luz, pois quando ele é grande esbarramos em empatia, em ingratidão. Se eu entender meus medos e largá-los, aprenderei lições muito profundas e prazerosas e esse nível eu só consigo na parceria de Deus”, finaliza Aida.

No encerramento, as palestrantes realizaram juntamente com o público uma meditação para o corpo e a mente.

Por Jaqueline Manica